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Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, inaugurou na segunda-feira (4/01/2010) a torre Burj Dubai, considerada o novo prédio mais alto do mundo.
A estrutura tem mais de 800 metros de altura e 160 andares. Ela supera em 300 metros o recordista anterior, o Taipé 101, que ostentava esse título desde 2004. Mesmo com seus 818 metros, a supremacia do Burj Dubai pode durar pouco. A Nakheel lançou em 2008 o projeto de uma torre também em Dubai que alcançaria os 1.000 m de altura.
A inauguração ocorre pouco mais de um mês depois de o emirado ter pedido moratória do pagamento da dívida da estatal Dubai World e é vista como uma tentativa de reativar o otimismo local.
A construção do prédio começou durante o “boom” econômico da última década e envolveu cerca de 12 mil trabalhadores. A data da inauguração já havia sido adiada duas vezes desde o início da construção, em 2004.




Adaptado do G1
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Astrônomos anunciam a descoberta de um segundo planeta gigante fora do nosso Sistema Solar para o qual foram calculados massa e raio. Também trata-se do primeiro exoplaneta com essas dimensões onde os cientistas encontraram uma atmosfera.
O exoplaneta, batizado de GJ1214b, orbita uma pequena estrela a cerca de 40 anos-luz de distância, e abre novas perspectivas na procura de mundos habitáveis.
O gigante tem uma massa de cerca de seis vezes a massa terrestre e o seu interior é provavelmente constituído por gelo. Sua superfície parece ser relativamente quente e o planeta encontra-se envolvido por uma atmosfera densa, o que o torna inóspito para abrigar formas de vida tais como as que conhecemos sobre a Terra.
No número desta semana da revista Nature, um grupo de astrônomos anuncia a descoberta de um planeta em torno da estrela próxima de pequena massa GJ1214. É a segunda vez que uma “super-Terra” em trânsito é detectada, depois da recente descoberta do planeta Corot-7b.
Um trânsito ocorre quando a órbita do planeta está alinhada da tal maneira que o vemos atravessar a face da sua estrela-mãe. O recém-descoberto planeta tem uma massa de cerca de seis vezes a massa da Terra e 2.7 vezes o seu raio, ficando, em termos de tamanho, entre o nosso planeta e os gigantes gelados do Sistema Solar, Urano e Netuno.
Embora a massa de GJ1214b seja similar à do Corot-7b, o seu raio é muito maior, o que sugere que a composição dos dois planetas seja muito diferente. Enquanto que Corot-7b tem provavelmente um núcleo rochoso e pode estar coberto de lava, os astrônomos acreditam que três quartos do GJ1214b seja composto por gelo, sendo o restante constituído por silício e ferro.
O GJ1214b orbita a sua estrela em cerca de 38 horas a uma distância de apenas dois milhões de quilômetros – 70 vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra está do Sol.
Quente demais

Concepção artística do novo planeta gigante encontrado fora do Sistema Solar girando em torno de sua estrela
Por estar tão perto da estrela hospedeira, o planeta deve ter uma temperatura à superfície de cerca de 200º Celsius, quente demais para que a água se encontre no estado líquido, segundo David Charbonneau, autor principal do artigo que apresenta esta descoberta.
“Uma vez que o planeta é quente demais para manter uma atmosfera durante muito tempo, GJ1214b dá-nos a primeira oportunidade de estudar uma atmosfera recentemente formada, envolvendo um planeta que orbita outra estrela,” acrescenta o membro da equipe Xavier Bonfils.
Como o planeta se encontra bastante próximo de nós, os pesquisadores afirmam que será possível estudar a sua atmosfera mesmo com as infraestruturas de que dispomos atualmente.
A descoberta foi feita graças ao espectrógrafo Harps, montado no telescópio de 3.6 metros do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.
Via UOL Ciência
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Estudo na revista ‘Science’ apresenta ‘elo perdido’ entre carnívoros do Jurássico e ancestrais sul-americanos.

Tawa hallae reúne traços de terópodos e do Herrerasauro
Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.
O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.
Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.
“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”

Um estudo publicado na edição da revista científica Science que circula nesta sexta-feira sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.
Segundo a descrição dos pesquisadores, Tawa media cerca de 70 cm na altura da cintura e 2 metros da cabeça à cauda. Estima-se que tenha vivido há cerca de 214 milhões de anos, mais ou menos na mesma época que o herrerassauro.
De acordo com o estudo, as duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham traços bastante parecidos, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa possui características dos terópodos que estão ausentes no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.
Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, extintos há 65 milhões de anos, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e certos traços pélvicos.
“Tawa é um bom exemplo de fóssil que preenche o que chamamos de lacuna morfológica”, disse Nesbitt.
Em um exemplo raro, a equipe de pesquisadores americanos encontrou o esqueleto de Tawa extraordinariamente bem preservado junto com o de outras espécies em um sítio no Estado americano de Novo México.
Entretanto, a análise dos fósseis sugeriu que os três esqueletos pertenciam a espécies distantes, que haviam migrado da hoje América do Sul para a hoje América do Norte quando os cinco continentes ainda estavam unidos em uma massa continental única chamada Pangeia.
“Acreditamos que todos os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia que se tornou a América do Norte no fim do período Triássico, e podem até ter passado. Mas por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano”, disse o coautor do estudo Randall Irmis, da Universidade e do Museu de História Natural de Utah.
Segundo os cientistas, as descobertas sugerem a existência de outros movimentos de dispersão de dinossauros a partir da América do Sul.
Via G1
Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.
O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.
Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.
“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”
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1 - O site de classificados Craigslist se expande para além da cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, em 2000, influenciando jornais em toda parte.
2 - Google lança o AdWords, em 2000, permitindo que anunciantes direcionem anúncios com extrema precisão.
3 - A enciclopédia aberta Wikipedia é lançada, em 2001; hoje, tem 14 milhões de artigos em 271 idiomas diferentes.
4 - O fechamento do Napster, em 2001, abre as portas a múltiplos serviços de troca de arquivos.
5 - A oferta pública inicial de ações do Google, em 2004, que colocou o serviço de buscas no caminho para influenciar incontáveis aspectos de nossas vidas cotidianas.
6 - A revolução do vídeo on-line em 2006, e seu boom de conteúdo caseiro e profissional na internet, mudando a cultura pop e a política.
7 - Facebook passa a aceitar usuários não universitários e Twitter decola, em 2006.
8 - Lançamento do iPhone, em 2007, faz dos celulares inteligentes mais que produtos de luxo, disponibilizando um aplicativo para quase todo aspecto da vida moderna.
9 - A campanha presidencial norte-americana de 2008, na qual a internet mudou todos os aspectos da condução de uma campanha eleitoral.
10 - Os protestos iranianos depois da eleição presidencial deste ano, quando o Twitter se provou vital para organizar manifestações e como veículo de protesto.
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Equipe da Unesp bateu recorde de transmissão de dados entre os hemisférios Sul e Norte e venceu o Bandwidth Challenge Award, competição realizada durante a conferência SuperComputing 2009, nos Estados Unidos.
Cientistas do Núcleo de Computação Científica (NCC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em associação com grupos de pesquisa de instituições de outros países, bateram o recorde de transmissão de dados entre os hemisférios Sul e Norte.
O feito, que reuniu físicos, cientistas da computação e engenheiros de rede, utilizou um dos dois links de 10 gigabytes por segundo (Gbps) que ligam São Paulo ao resto do mundo. O experimento foi realizado no último dia 19 de novembro.
Supercomputação
O recorde se deu logo após os mesmos pesquisadores, associados a outras nove instituições de diversos países, terem vencido o Bandwidth Challenge Award (BWC), competição realizada em Portland, nos Estados Unidos, durante o SuperComputing 2009, principal evento mundial da área de supercomputação.
O BWC teve como objetivo transferir simultaneamente a maior quantidade de dados possível entre unidades de armazenamento distribuídas ao redor do mundo e as unidades instaladas no Oregon Convention Center, local da conferência.
Norte-Norte
O time multinacional, coordenado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), conseguiu obter um pico de transferência bidirecional de 119 Gbps e um fluxo de dados sustentado de mais de 110 Gbps entre os clusters (conjunto de servidores) localizados em Los Angeles, Ann Arbor, San Diego, Gainesville, Miami, Chicago e Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Daegu (Coréia do Sul), Tallinn (Estônia), Islamabad (Paquistão), São Paulo e Rio de Janeiro.
Norte-Sul
Após o término da execução oficial do desafio, que levou o time a obter o prêmio do BWC na categoria “Classic”, a equipe do NCC, liderada por Rogério Luiz Iope, engenheiro de sistemas do núcleo e doutorando em engenharia de computação pela Universidade de São Paulo (USP), em associação com pesquisadores de Caltech e do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), bateu o recorde de transmissão de dados entre os hemisférios Norte e Sul, sustentando por mais de uma hora uma taxa de transmissão de 8,26 + 8,26 Gbps (nos dois sentidos) entre São Paulo e Miami.
Durante todo o SuperComputing 2009 essa conexão foi estendida até Portland pela CiscoWave, um canal óptico dedicado de 10 Gbps mantido pela Cisco. Os links de 10 Gbps entre São Paulo e Miami atendem aos grupos de pesquisa brasileiros que necessitam de alta taxa de transferência de dados, como o Programa de Integração da Capacidade Computacional da Unesp (GridUnesp) e o Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace).
Super Linux
Uma inovação da equipe paulista na competição foi a utilização do sistema operacional aberto Linux para realizar a leitura e gravação em disco em servidores de dados que usualmente usam o sistema Solaris.
Sérgio Ferraz Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp e coordenador geral do GridUnesp, explica que essa foi uma escolha importante, uma vez que não são apenas os equipamentos e a infraestrutura física que limitam a velocidade dos dados, mas também a parte de software, como os protocolos de transmissão e os ajustes finos para a escrita em disco.
“Não é simplesmente iluminar uma fibra óptica, é muito mais complexo”, disse Novaes, que também é coordenador do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace), instalado em 2003 com apoio da FAPESP.
Novaes ressalta que a importância desse tipo de competição é estimular o avanço das tecnologias de transmissão de dados. “Várias áreas de pesquisa acabam se beneficiando desses avanços, como a genômica, a astronomia, as ciências climáticas e outras que lidam com quantidades enormes de dados”, disse, ao salientar que o transporte de dados compõe o conceito de e-science, ou a ciência apoiada pela computação.
Sinal de qualidade
Segundo Novaes, a obtenção da vitória no BWC pelo time multinacional liderado pela Caltech foi possível somente graças à utilização de 15 links de 10 Gbps até Portland, onde se realizou a conferência SuperComputing 2009, disponibilizados por diversos provedores norte-americanos.
No caso do Brasil foi essencial a associação entre o International Exchange Point em Miami (Ampath), a RNP e a Academic Network at São Paulo (Rede ANSP), da FAPESP, que proveram os links de 10 Gbps utilizados pela Unesp e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que também integrou o grupo vencedor.
Além da velocidade, a qualidade do sinal transmitido do Brasil superou as expectativas do grupo multinacional. “Nosso sinal apresentou uma estabilidade superior ao do transmitido pelo Fermilab [Laboratório Nacional Fermi] e tão bom quanto o da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), considerado um dos principais centros de computação de alto desempenho dos EUA”, disse Novaes.
O campus Barra Funda da Unesp está conectado à rede de alta velocidade KyaTera do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP, plataforma utilizada tanto na competição como no registro do recorde entre hemisférios. Também o novo datacenter do NCC da Unesp teve apoio da FAPESP.
Além da Unesp, Caltech, Cern e Uerj, integraram a equipe vencedora do Bandwidth Challenge Award pesquisadores das seguintes instituições: Universidade de Michigan, Fermilab, Laboratório Nacional Brookhaven, UCSD, Universidade da Flórida, Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos; Universidade Nacional Kyungpook, na Coreia do Sul; Instituto Nacional de Física e Biofísica Química da Estônia; e Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia do Paquistão.
Fonte: Inovação Tecnológica
Arquivado em: Astronomia, Ciência, Tecnologia | Tags: Astronomia, Astrophysical Journal, Ciência, constelação de Escorpião, estrela, estrela 35 vezes mais quente que o Sol, European Southern Observatory, galáxia, nebulosa, nebulosa Bug, Sol, Tecnologia, telescópio Hubble
Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol.

Segundo os cientistas do centro de pesquisas Jodrell Bank Centre for Astrophysics da universidade, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.
“Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa”, disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.
De acordo com ele, nebulosas planetárias como a Bug se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.
Sorte
“Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A nebulosa Bug, que está a cerca de 35 mil anos luz na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares.”
Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.
As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal.
“Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo”, disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.
“Este é um objeto verdadeiramente excepcional.”
Segundo o cientista Tim O’Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.
Via BBC Brasil
Arquivado em: Astronomia, Ciência, Meio Ambiente | Tags: Antártida, aquecimento global, Astronomia, camada de ozônio, Ciência, Comitê Científico de Pesquisa Antártica, geleiras, glaciologia, Meio Ambiente, nível do mar, SCAR, temperatura
Até agora, o continente antártico é a região do planeta que menos tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. E apesar de parecer estranho, o perverso buraco na camada de ozônio que tanto preocupa é um dos principais responsáveis por essa situação, agindo como uma espécie de blindagem contra o aquecimento.

Segundo um relatório divulgado na terça-feira (1/12/2009) pelo Comitê Científico de Pesquisa Antártica, SCAR, o buraco na camada de ozônio continua regredindo e até o final do século estará praticamente fechado, fazendo com que a temperatura no continente gelado finalmente reflita os efeitos do aquecimento do planeta.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor- executivo do Scar, Colin Summerhayes, confirmou a informação. “Atualmente o gelo está aumentando, mas não será mais assim quando o buraco de ozônio fechar. Lentamente o gelo vai derreter e de acordo com os modelos atuais vamos perder até um terço da massa de gelo naquela região”.
Blindagem
Para concluir sobre a importância do papel do buraco na camada de ozônio sobre o aquecimento na Antártida, o Scar reuniu informações produzidas por mais de cem cientistas em oito países e classificou a descoberta da blindagem como “extraordinária”.
O mecanismo que torna que cria essa blindagem é simples de compreender.
Os raios ultravioletas do Sol são absorvidos pelas moléculas de ozônio presentes na estratosfera, ajudando a esquentá-la. No entanto, com menos ozônio presente devido ao buraco na camada, essa região da atmosfera esfria. Isso ajuda a fortalecer o vórtice polar antártico, um gigantesco redemoinho de vento que controla a circulação atmosférica sobre o continente, mantendo a Antártida menos aquecida.
Segundo o glaciologista Jefferson Simões, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a intensidade desse vórtice depende basicamente da diferença de temperatura entre a região polar e o resto do planeta. “Com o vórtice mais frio essa diferença aumenta, fazendo com que ele gire com mais intensidade”, disse Simões em entrevista concedida à Folha de São Paulo.
Como resultado, esse intenso vento cria uma muralha de ar entre a Antártida e os outros continentes, explicando o menor aquecimento verificado no continente gelado.
Nível do Mar
Com o encolhimento do buraco e consequente aumento da temperatura, os cientistas acreditam que a Antártida passe a perder massa gelada, em especial em sua parte oeste. De acordo com o relatório, essa perda de gela resultaria em aumento do nível do mar em até 1.4 metro até 2100.
No entanto, a elevação da temperatura projetada até o final do século é de 3 graus, insuficiente para que a maior parte do gelo continental desapareça.
Via Apolo11
Arquivado em: Sociedade | Tags: homossexual, Instituto Paulista de Sexualidade, O que define nossa sexualidade?, Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?, Sociedade
“Nasci gay”, afirma o estilista Isaac Ludovic, 22 anos. Ele se lembra de sua infância em Barreiras, interior da Bahia, e diz que já naquela fase era convicto de que pertencia ao universo feminino. “Minha diversão era me vestir de menina e brincar com bonecas.” Mas para o namorado de Isaac – que prefere não se identificar – a história foi diferente. Já haviam se passado a infância e a adolescência quando ele descobriu que era homossexual. O caso de Isaac se encaixa perfeitamente na explicação da pesquisadora e neurocientista Suzana Herculano- Houzel sobre o assunto: “O interesse sexual é definido biologicamente no início da gestação e não há nada que se possa fazer.” Mudanças hormonais, doenças, medicamentos e até herança genética podem alterar a maneira como o hipotálamo do bebê – parte do cérebro responsável pelo comportamento sexual, entre outras funções – responde a estímulos.
Mas o que explica o caso do namorado de Isaac, que pensava ser heterossexual até os 22 anos? Para o psicólogo Oswaldo Rodrigues Júnior, do Instituto Paulista de Sexualidade, o indivíduo não nasce com a sexualidade definida e pode mudar de orientação: “Isso mostra por que muitas pessoas passam por fases assexuadas ou se tornam homo ou bissexuais.” A neurocientista Suzana ressalta que nascer com a sexualidade definida não garante que o indivíduo aceitará a si próprio e assumirá sua inclinação. “O importante é saber que a preferência sexual vem com a criança, como a cor dos olhos, e não deve haver discriminação.” Já o psicólogo australiano Allan Pease, autor de best sellers como “Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?”, é radical: “A sexualidade não só é definida no útero como também é imutável.”
Via ISTOÉ online
Arquivado em: Ciência, Sociedade | Tags: cérebro, Ciência, neurônios, neurociência, Quanto usamos do nosso cérebro?, Sociedade
Quando o assunto é a capacidade do nosso cérebro, uma pergunta sempre vem à tona: como alcançar 100% de seu potencial? Por muito tempo, acreditou-se que usávamos apenas a décima parte da capacidade cerebral. Com 90% de inatividade, certamente teríamos um grande terreno a ser desbravado. Hoje, já é sabido que isso não passa de um mito surgido entre os cientistas no início do século XX. O fato é que, até agora, a ciência não sabe precisamente quanto utilizamos do nosso potencial cerebral. “Embora existam especulações sobre o assunto, já sabemos, graças ao estudo de imagens funcionais do órgão, que nos valemos de todas as suas áreas, de maneiras diferentes”, afirma a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. “Mas o percentual que utilizamos ainda é uma incógnita.”
De acordo com pesquisas do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o cérebro humano possui em média 86 bilhões de neurônios e 85 bilhões de células não neuronais. “O fato de os neurônios corresponderem à metade do cérebro não significa que sua capacidade esteja reduzida à metade”, diz Suzana. Saber que a máquina cerebral funciona a todo vapor e se utiliza de todas as ferramentas disponíveis não descarta, no entanto, o fato de que o cérebro, a exemplo do que podemos fazer com os músculos, deva – e precise – ser exercitado. “O sistema nervoso se molda de acordo com a estimulação ambiental”, diz Gilberto Fernando Xavier, pesquisador do Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP. A verdade é que o cérebro humano ainda é um terreno misterioso.
“Não sabemos, por exemplo, como bilhões de neurônios, que funcionam de maneira integrada, podem fazer maravilhas como a pintura e a música e, infelizmente, também as armas e a guerra.”
Via ISTOÉ online






























