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Uma sociedade cheia de privilegiados

A 'Bastilha', mais conhecida por ter sido uma prisão - assim funcionando desde o início do século XVII até o final do século XVIII. Ficou conhecida por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os fatos mais importantes do início da Revolução Francesa.A sociedade francesa encontrava-se dividida, à época da Revolução Francesa, em três estados ou ordens. O clero e a nobreza representavam o primeiro e o segundo estados, respectivamente. Ambos possuíam privilégios judiciários e fiscais, herança dos tempos feudais, e detinham 55% das terras. Recebiam impostos sobre a produção, direitos de pedágio e exerciam altos cargos públicos.

A Igreja Católica ajudava na manutenção do absolutismo, perpetuando uma forte aliança com os reis. O alto clero desfrutava de regalias e de riquezas inacessíveis ao baixo clero (sacerdotes pobres). Os gastos da nobreza palaciana comprometiam o tesouro público. A nobreza provincial, em declínio, espoliava os camponeses, impondo-lhes pesados impostos e taxas. Havia ainda a nobreza de toga, que eram burgueses que haviam comprado títulos de nobreza e exerciam cargos políticos e administrativos.

Literalmente, “sem calções”; referia-se à pessoa que usava calças compridas em vez dos calções até o joelho, traje preferido pelos ricos. Aplicava-se originalmente às pessoas mais simples, mas durante a Revolução passou a ter uma conotação política, identificando os revolucionários radicais.

O Terceiro Estado era composto pelo resto da população, inclusive a burguesia, aproximadamente 97% danação. A alta burguesia era constituída pelos financistas e banqueiros. A média burguesia, por arrendatários, que viviam de suas propriedades urbanas e rurais, profissionais liberais e comerciantes. Mas foi a pequena burguesia, constituída por pequenos comerciantes e artesãos, que participou ativamente da revolução.

Nas cidades, vivia uma massa de assalariados, artesãos, diaristas, operários e desempregados conhecidos como sans culottes*. Seriam a grande força do movimento revolucionário. Nos campos, habitava a maioria dos franceses, camponeses esmagados pelos antigos privilégios feudais. Não possuíam terras e eram explorados pelos grandes proprietários. Estes se transformariam na vanguarda do terceiro Estado, lutando por igualdades civis e melhores condições de vida.

*literalmente, “sem calções”; referia-se à pessoa que usava calças compridas em vez dos calções até o joelho, traje preferido pelos ricos. Aplicava-se originalmente às pessoas mais simples, mas durante a Revolução passou a ter uma conotação política, identificando os revolucionários radicais.

O gráfico mostra como, em poucos anos, tinha aumentado o custo do alimento para a população francesa.

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