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Artigos, Sociedade

O poder do patriotismo


Ser patriota está instintivamente ligado ao fato de morrer por um país (literalmente) – acreditar fielmente e seguir os ideais implantados pelos governantes passados e incrementados ao gosto dos atuais. Regras e protocolos são ditados a todo o momento a fim de que a população se volte cada vez mais para si e para o seu país e esqueça que lá fora há muitos dos seus semelhantes em precárias condições de vida.

Os Estados Unidos são um claro exemplo de país que tem uma forte política para incentivar esse tipo de sentimento: todo filme estadounidense deve mostrar a bandeira do país em alguma passagem do longa; em outra vertente, mas ainda assim fundamentalmente ligados ao fato, há o protecionismo e os subsídios aplicados nas relações comerciais, que ilustram os ideais egocêntricos de países desenvolvidos.

O sentimento verdadeiramente patriota, ainda que soe assustador, está, em sua essência, intimamente ligado à doutrina de Hitler, que pregava que “tudo deve ser feito pela nação”. Foi esse mesmo pensamento que guiou todas as atitudes que hoje são horrorizadas pela sociedade global pela crueldade do movimento, que instigava a guerra para impor sua superioridade sobre os outros povos. Dessa forma, é fato que o nacionalismo muitas vezes não reflete a opinião de uma sociedade, mas sim de um líder que busca por meio deste unificar seu povo em torno de um objetivo, o qual pode ser interesse pessoal, e não do bem comum.

Pelo exposto, nota-se que o patriotismo alienado divide a humanidade de forma que sua relação se torne indiferente, mas que, ainda assim, está unida por um simples fato: o de viver em um mesmo lugar, o planeta Terra. É esse mesmo patriotismo alienado o causador das guerras, da desigualdade e da indiferença entre os países e, inserido nesse contexto, o sentimento egoísta que prevalece nas pessoas.

Dentro do sistema harmônico natural que o homem vive, é inconcebível o fato de que uma pessoa tenha mais poder que outra – não a idéia de liderança, mas sim de desigualdade social – enquanto todos são partes que integram o mesmo sistema e têm a mesma função.

Contudo, o homem deve sim ser patriota, um patriota universal, que chama seu planeta de nação, e tem no seu conterrâneo um irmão, que não se permite corromper por uma filosofia que eleva seu ser a uma categoria que peca contra os preceitos que regem a natureza. Dessa forma, segundo Edward Abbey, “um patriota deve sempre estar pronto para defender seu país contra seu governo”.

por Roque

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