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Por que, mesmo conhecendo as formas de prevenção, os jovens continuam assumindo um comportamento de risco?

Hedonismo inconsequente

hedonismoO posicionamento do homem frente às situações cotidianas segue uma tendência estrutural: é reflexo e consequência da adaptação ao meio em que se vive.

Em sociologia usa-se o termo “contrato social”, que é a aceitação passiva da cultura e das leis da comunidade onde se vive, sendo que o comportamento do homem é reflexo desse contrato. O islamismo, por exemplo, implica que a instituição familiar siga preceitos rígidos e patriarcais. Nesse contexto, o homem adota posturas machistas, incentivadas em alguns casos pelo Estado, quando este não é laico.

De forma análoga ao exemplo, o jovem machista insere-se no comportamento de risco quando não assume ação preventiva diante de doenças sexualmente transmissíveis e, somando-se a isso, quando expõe-se de forma deliberada e libertina a drogas, muitas vezes ilícitas.

A inconsequência dos jovens é proveniente de uma sociedade que abdica de sua cultura saudável ao ser humano para prover sua pior forma de educação social: a alienação. O Estado, no caso do Brasil, não provém a desintoxicação de ideologias obsoletas e casuais, sem efeito benéfico para a esfera coletiva, pois grande parte dessas ideologias fomentam minorias privilegiadas, tal como ocorre com a mídia, que sistematiza imagens e ideias sociais da classe dominante.

A postura de risco para o jovem, que naturalmente é apegado a descobrir e experimentar situações e concretizar o prazer individual e imediato, é algo extremamente interessante, pois esse comportamento também o é para a comunidade com a qual ele se relaciona, situação que denota a alienação.

Isso posto, o comportamento de risco é acentuado entre os jovens devido a motivos que ficam mascarados justamente por serem da essência que nos é imposta. Faz-se necessária, portanto, uma postura radical da sociedade em geral a fim de modificar comportamentos machistas e não apenas eufemisá-los, mas extinguir atitudes efêmeras e inconsequentes.

Por Roque

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A efemeridade/transitoriedade dos fatos, dos valores, das relações e seus efeitos no ser humano

O que é efêmero no mundo contemporâneo.

Alguns conceitos filosóficos encaixam-se apropriadamente no âmbito da vida moderna: nunca pensou-se tanto acerca do sentido de tudo o que nos rodeia, o sentido de tudo ser como está e acontecer da forma como vemos, pois hoje o conhecimento não é monopolizado como já o foi.

Há séculos que uma geração critica sua anterior por seus valores, que já não são mais os mesmos. Essa mudança decorre de um processo natural de adaptação do modo de vida que surge através da tecnologia, por exemplo, ou até mesmo de uma constatação filosófica, como o “carpe diem”.

Na esfera pessoal, o advento dos meios de comunicação em massa – e a rapidez na troca de informações – colocou, como nunca antes, os valores sociais (conservadores) em xeque, forçando a sociedade a driblar a corrupção da moral. As relações interpessoais já não são tão duradouras, porém se dão de forma intensa e são eficientes para o ser humano à medida que satisfaz suas necessidades.

Na busca e na ânsia de se viver plenamente em meio ao caos do mundo capitalista e globalizado, verifica-se a “extinção” da vida privada, de modo a andar na contramão do individualismo que o sistema prega.

Isso posto, o estilo de vida de uma geração é reflexo e consequência de transformações de ordem cronológica. O modo de vida contemporâneo é efêmero, assim como o homem também o é e tudo que dele faz parte.

por Roque

O poder do patriotismo

Ser patriota está instintivamente ligado ao fato de morrer por um país (literalmente) – acreditar fielmente e seguir os ideais implantados pelos governantes passados e incrementados ao gosto dos atuais. Regras e protocolos são ditados a todo o momento a fim de que a população se volte cada vez mais para si e para o seu país e esqueça que lá fora há muitos dos seus semelhantes em precárias condições de vida.

Os Estados Unidos são um claro exemplo de país que tem uma forte política para incentivar esse tipo de sentimento: todo filme estadounidense deve mostrar a bandeira do país em alguma passagem do longa; em outra vertente, mas ainda assim fundamentalmente ligados ao fato, há o protecionismo e os subsídios aplicados nas relações comerciais, que ilustram os ideais egocêntricos de países desenvolvidos.

O sentimento verdadeiramente patriota, ainda que soe assustador, está, em sua essência, intimamente ligado à doutrina de Hitler, que pregava que “tudo deve ser feito pela nação”. Foi esse mesmo pensamento que guiou todas as atitudes que hoje são horrorizadas pela sociedade global pela crueldade do movimento, que instigava a guerra para impor sua superioridade sobre os outros povos. Dessa forma, é fato que o nacionalismo muitas vezes não reflete a opinião de uma sociedade, mas sim de um líder que busca por meio deste unificar seu povo em torno de um objetivo, o qual pode ser interesse pessoal, e não do bem comum.

Pelo exposto, nota-se que o patriotismo alienado divide a humanidade de forma que sua relação se torne indiferente, mas que, ainda assim, está unida por um simples fato: o de viver em um mesmo lugar, o planeta Terra. É esse mesmo patriotismo alienado o causador das guerras, da desigualdade e da indiferença entre os países e, inserido nesse contexto, o sentimento egoísta que prevalece nas pessoas.

Dentro do sistema harmônico natural que o homem vive, é inconcebível o fato de que uma pessoa tenha mais poder que outra – não a idéia de liderança, mas sim de desigualdade social – enquanto todos são partes que integram o mesmo sistema e têm a mesma função.

Contudo, o homem deve sim ser patriota, um patriota universal, que chama seu planeta de nação, e tem no seu conterrâneo um irmão, que não se permite corromper por uma filosofia que eleva seu ser a uma categoria que peca contra os preceitos que regem a natureza. Dessa forma, segundo Edward Abbey, “um patriota deve sempre estar pronto para defender seu país contra seu governo”.

por Roque

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