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Meio Ambiente, Sociedade

Locais abandonados pelo mundo


Há alguns lugares mundo afora que já foram palco de eventos históricos, grandes desastres causados pelo homem e até mesmo pacatas cidades, porém, por diversos motivos, são hoje verdadeiras cidades fantasmas.
Listamos alguns desses lugares abaixo.

Kolmanskop, Namíbia

Um dos motivos mais corriqueiros para que uma cidade seja abandonada por seus moradores são mudanças econômicas radicais. A cidade de Kolmanskop, no deserto da Namíbia, é um exemplo literal de como esse fenômeno pode criar desertos em poucos anos. Tradicional colônia alemã, dedicada ao garimpo de diamantes, ela foi gradualmente abandonada a partir da década de 1930, quando as pedras começaram a se tornar escassas. Com o fim de sua principal atividade econômica, a cidade perdeu seu último habitante em 1954. Hoje, hospital, cassino, escola e até uma discoteca, tudo em estilo alemão dos anos 20, estão tomados por areia.

Centralia, Estados Unidos 

Cidades fantasmas também nascem a partir de acidentes, como o que aconteceu em Centralia, nos EUA, em 1962. A cidade vivia principalmente da extração de minério quando, naquele ano, um incêndio atingiu o subterrâneo de minas desativadas. Até hoje, o fogo não se extinguiu e a fumaça continua brotando do chão em alguns pontos do município. Apesar disso, as pessoas só começaram a abandonar o local na década de 1980, quando notaram altas concentrações de gases tóxicos no ar, e que a temperatura do solo em algumas regiões passava de 70 graus. O governo então criou um programa de remoção das famílias locais e, hoje, menos de dez pessoas moram lá, em casas condenadas e isoladas. Até o CEP de Centralia foi revogado pelo correio americano.

Pripyat, Ucrânia

Essa era a residência da maioria dos trabalhadores da usina de Chernobyl, palco do maior acidente nuclear da história. Quando o reator explodiu, em 1986, cerca de 50 mil pessoas moravam lá. Todas elas foram obrigadas a abandonar suas casas subitamente, deixando seus pertences e sua história para trás. Atualmente, ela só recebe a visita de cientistas, que estimam que os níveis de radiação da região devem manter a zona de exclusão ativa por até nove séculos. Além deles, a cidade é visitada apenas por turistas em veículos fechados e por alguns loucos, como o brasileiro Márcio André, que em 2007 passeou ali durante seis horas, sem proteção, declamando poemas para os fantasmas locais.

Cheng Gong, China

A febre desenvolvimentista chinesa criou um tipo de cidade fantasma muito peculiar. Preocupado com o crescimento do município Kunming — polo industrial e agrícola com mais de 6 milhões de habitantes —, o governo chinês decidiu construir o distrito de Cheng Gong, a 20 minutos de carro da metrópole. Já está tudo pronto: dezenas de edifícios residenciais, condomínios de luxo, shoppings, parques e até um estádio moderno. Só que as obras andaram mais rápido que a expansão da cidade vizinha. Resultado: faltam moradores para Cheng Gong virar uma cidade de verdade, em vez de um melancólico canteiro de obras.

Oradour-Sur-Glane, França

Os moradores desse vilarejo francês não o abandonaram, mas foram cruelmente massacrados por tropas alemãs em 1944. Os militares buscavam um oficial sequestrado e entraram por engano no lugar, achando estar na vizinha Oradour-sur-Vayres, onde o desaparecido estaria. Após matar 190 homens com tiros nas pernas, os soldados atearam fogo à igreja onde 247 mulheres e 205 crianças estavam presas. Apenas uma mulher sobreviveu. Em vez de ser reconstruída, a cidade tornou-se um memorial a céu aberto.

Varosha, Chipre

Lá por volta de 1970, a cidade de Famagusta era o ponto mais visitado por turístas no Chipre. Varosha era o nome do bairro mais badalado, com sua paradisíaca praia e os principais bares e hotéis eram localizados neste bairro. Toda essa diversão acabou em 1974 com a chegada do exército turco, que invadiu a cidade expulsando qualquer alma viva que estivesse por lá. Nem mesmo a ONU consegue retomar a vida no local, que com campanhas internacionais tentam liberar o acesso aos seus antigos moradores e turistas. Quem habita a região agora, são apenas alguns membros do exército turco e seus familiares. No mapa do Google Maps dá para ver a quantidade de prédios abandonados, que sem cuidado nenhum, estão sendo engolidos pela natureza e virando ruinas aos poucos. Quem gostou disso tudo, foram as tartarugas marinhas, que adotaram a praia, e agora aproveitam a calma e fantasmagórica região.

Bodie, EUA

A cidade de Bodie, na Califónia, foi erguida devido a atividade mineradora. No ano de 1859, William Bodey descobriu uma mina de ouro na região e, em busca de uma vida melhor, muitas famílias chegaram na cidade. Os primeiros 20 mineradores tinham agora, cerca de 10 mil vizinhos. Pena que a alegria teve um fim, e após diversos incêndios na cidadela, somados com o fim do ouro fez toda galera recolher seus pertences e colocar o pé na estrada. Hoje em dia, a cidade é visitada por turistas do mundo todo. Ela foi comprada em 1962 pelo Estado da Califórnia para se tornar um parque histórico. Agora, se você, quer visitar Bodie, vá no verão, pois no inverno a principal estrada que leva a cidadezinha abandonada está cheia de neve e conseqüentemente bloqueada.

Gunkanjima, Japão

O nome do lugar abandonado é ilha Hashima, mas ela é mais conhecida como Gunkanjima, que significa Ilha do Navio de Guerra (devido ao seu formato). Ela está localizada no sul do Japão, a cerca de 20 km da cidade de Nagasaki. A origem do nome, deve-se as inúmeras barreiras de concreto e dos altos prédios que faziam a ilhota parecer um navio de guerra. No ano de 1974, todos os habitantes foram obrigados a deixar o local por ordem do governo, devido a escassez de recursos naturais e consequentemente ao fechamento da mina de carvão local, fazendo 5200 trabalhadores e suas respectivas famílias fazerem as malas e partirem em busca de uma nova vida. A cidade de Nagasaki, que é a atual proprietária de Gunkanjima, pretende tranformar os 6,3 hectares da cidade fantasma em um popular centro turístico, e já gastou cerca de 100 milhões de ienes construindo piers e passarelas para os visitantes. Enquanto a ilha não retorna à vida, o acesso a Gunkanjima é proibido.

Via Galileu, Underflash

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