//
arquivos

Astronomia

Esta categoria contém 21 posts

Terra, planetas e estrelas

Nós temos realmente dimensão do que somos diante disso?

Anúncios

Nasa divulga imagens da Terra vista do espaço

A Agência Espacial Americana divulgou hoje imagens inédias da Terra vista do espaço. Nas imagens é possível ver as luzes das cidades é até as de uma aurora boreal.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Universo, a vida e nosso ser.

É difícil perceber, quando observamos a paisagem harmoniosa terrestre, que os elementos básicos para a formação do nosso planeta e da própria vida foram majoritariamente forjados durante eventos de extrema violência como a desintegração de uma estrela supernova, ou mesmo que o processo de formação de uma estrela e seus planetas também foi marcado por colisões catastróficas. Nossos planetas vizinhos, Vênus e Marte, são dois extremos de locais inóspitos. Vênus é extremamente quente e ácido e Marte, extremamente frio e árido. Em ambos, o ar é irrespirável. Mas o cenário nem sempre foi este, tampouco continuará sendo. No passado, Marte teve água abundante e temperatura amena, quem sabe suficientes para abrigar vida, ainda que simples. Vênus pagou um preço caro por estar próximo do Sol; entrou em um ciclo incontrolado de aquecimento em decorrência do efeito estufa.

Quanto mais envelhece, mais quente o Sol se torna e chegará um momento que a temperatura na Terra será elevada demais para permitir a sobrevivência das espécies. Em um futuro bem longínquo, daqui a 4,5 bilhões de anos, o Sol expandirá e a Terra ficará imersa nas camadas solares mais externas aquecidas a milhares de graus Celsius. O futuro da Terra poderá ser parecido com o de Vênus atualmente. Quando isso acontecer, mundos mais distantes e gélidos como o dos satélites galileanos de Júpiter, ou mesmo de Saturno, poderão entrar em um ciclo mais ameno, talvez com a possibilidade de desenvolvimento de vida. Se isso ocorrer, a vida terá migrado para locais mais favoráveis. Será que algo parecido ocorreu ou está ocorrendo nos exoplanetas distribuídos nos inúmeros sistemas planetários que povoam a Via Láctea e tantas outras galáxias?

Se eventos como esses nos afligem, o que dizer daqueles relacionados com o Universo? Será que ele expandirá para sempre, tornando-se cada vez mais frio até que tudo atinja a escuridão gélida? Ou será que ele resistirá à expansão e voltará a se contrair comprimindo tudo novamente às condições de átomo primordial, como prevê o Big Crunch? A ciência pode responder de forma segura a algumas dessas indagações, mas as respostas nem sempre satisfazem às questões humanas. Por isso mesmo buscamos em outras áreas, como filosofia e religião, respostas que nos trazem um pouco de paz interna, mesmo que ilusória. O ato de pensar faz parte de nosso ser e ele pode explicar as atividades intelectuais a que nos dedicamos, entre elas a ciência. Mas também pode haver uma outra explicação complementar: pensar é uma forma de trocarmos informações com a natureza. Conhecendo-a melhor, teremos mais oportunidades de encontrar meios de sobrevivência, não eterna, mas por um prazo maior do que se ficássemos alheios e à mercê dos acontecimentos. Talvez essa seja uma das características da vida: persistir o quanto puder.

Fonte: Decifrando a Terra. Organizadores Wilson Teixeira… [et. al] – 2ª ed. – São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, pág. 49.

O primeiro planeta rochoso fora do sistema solar

A NASA, agência espacial norte-americana, anunciou na segunda-feira a descoberta do primeiro planeta rochoso fora do sistema solar, do tamanho quase da Terra, graças à ajuda da sonda espacial Kepler.

Uma representação feita por um artista da NASA da primeira estrela fora do sistema solar que tem um planeta na órbita

Em órbita à volta de uma estrela a uma distância que não lhe permite ser habitado, este exoplaneta, baptizado de Kepler-10b, é o primeiro que é rochoso em cerca de 500 descobertas fora do sistema solar desde 1995, sendo os anteriores essencialmente gasosos.

O Kepler-10b é também o planeta cujo tamanho mais se aproxima do da Terra, com um diâmetro 1,4 vezes maior, precisaram os astrónomos da missão Kepler.

O Kepler-10b está a cerca de 560 anos-luz da Terra, sendo que um ano-luz equivale a 9.460 mil milhões de quilómetros.

“A descoberta do Kepler 10-b é uma etapa importante na procura de planetas irmãos da Terra”, afirmou, em comunicado, Douglas Hudgins, um cientista do programa Kepler, da NASA, citado pela agência AFP.

Em Setembro, os astrónomos norte-americanos da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, tinham anunciado a descoberta de um exoplaneta provavelmente rochoso e potencialmente habitável, uma vez que estava a uma distância da sua estrela que lhe permite manter temperaturas em que é possível ter água em estado líquido.

Via jn.sapo.pt

Viaje bilhões de anos-luz

Este fantástico vídeo produzido pelo American Museum of Natural History mostra o quanto do universo já conhecemos em uma viagem até as fronteiras do cosmos. É como se a Terra fosse apenas um grão de areia.

As imagens foram geradas com precisão científicas, baseadas em observações astronômicas. Cada objeto desde satélites, lua, planetas estão em escala, de acordo com as medições efetuadas até o momento.

As partes escuras que aparecem quando nos afastamos da Via Láctea mostram as partes do universo que ainda temos que mapear.

Via Hypescience

Cientistas descobrem planeta gigante fora do Sistema Solar com atmosfera

Astrônomos anunciam a descoberta de um segundo planeta gigante fora do nosso Sistema Solar para o qual foram calculados massa e raio. Também trata-se do primeiro exoplaneta com essas dimensões onde os cientistas encontraram uma atmosfera.

O exoplaneta, batizado de GJ1214b, orbita uma pequena estrela a cerca de 40 anos-luz de distância, e abre novas perspectivas na procura de mundos habitáveis.

O gigante tem uma massa de cerca de seis vezes a massa terrestre e o seu interior é provavelmente constituído por gelo. Sua superfície parece ser relativamente quente e o planeta encontra-se envolvido por uma atmosfera densa, o que o torna inóspito para abrigar formas de vida tais como as que conhecemos sobre a Terra.

No número desta semana da revista Nature, um grupo de astrônomos anuncia a descoberta de um planeta em torno da estrela próxima de pequena massa GJ1214. É a segunda vez que uma “super-Terra” em trânsito é detectada, depois da recente descoberta do planeta Corot-7b.

Um trânsito ocorre quando a órbita do planeta está alinhada da tal maneira que o vemos atravessar a face da sua estrela-mãe. O recém-descoberto planeta tem uma massa de cerca de seis vezes a massa da Terra e 2.7 vezes o seu raio, ficando, em termos de tamanho, entre o nosso planeta e os gigantes gelados do Sistema Solar, Urano e Netuno.

Embora a massa de GJ1214b seja similar à do Corot-7b, o seu raio é muito maior, o que sugere que a composição dos dois planetas seja muito diferente. Enquanto que Corot-7b tem provavelmente um núcleo rochoso e pode estar coberto de lava, os astrônomos acreditam que três quartos do GJ1214b seja composto por gelo, sendo o restante constituído por silício e ferro.

O GJ1214b orbita a sua estrela em cerca de 38 horas a uma distância de apenas dois milhões de quilômetros – 70 vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra está do Sol.

Quente demais

Concepção artística do novo planeta gigante encontrado fora do Sistema Solar girando em torno de sua estrela

Por estar tão perto da estrela hospedeira, o planeta deve ter uma temperatura à superfície de cerca de 200º Celsius, quente demais para que a água se encontre no estado líquido, segundo David Charbonneau, autor principal do artigo que apresenta esta descoberta.

“Uma vez que o planeta é quente demais para manter uma atmosfera durante muito tempo, GJ1214b dá-nos a primeira oportunidade de estudar uma atmosfera recentemente formada, envolvendo um planeta que orbita outra estrela,” acrescenta o membro da equipe Xavier Bonfils.

Como o planeta se encontra bastante próximo de nós, os pesquisadores afirmam que será possível estudar a sua atmosfera mesmo com as infraestruturas de que dispomos atualmente.

A descoberta foi feita graças ao espectrógrafo Harps, montado no telescópio de 3.6 metros do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.

Via UOL Ciência

Astrônomos acham estrela 35 vezes mais quente que o Sol

Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol.

Segundo os cientistas do centro de pesquisas Jodrell Bank Centre for Astrophysics da universidade, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.

“Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa”, disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.

De acordo com ele, nebulosas planetárias como a Bug se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.

Sorte

“Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A nebulosa Bug, que está a cerca de 35 mil anos luz na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares.”

Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.

As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal.

“Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo”, disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.

“Este é um objeto verdadeiramente excepcional.”

Segundo o cientista Tim O’Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.

Via BBC Brasil

Buraco na camada de ozônio protege Antártida contra aquecimento

Até agora, o continente antártico é a região do planeta que menos tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. E apesar de parecer estranho, o perverso buraco na camada de ozônio que tanto preocupa é um dos principais responsáveis por essa situação, agindo como uma espécie de blindagem contra o aquecimento.

Segundo um relatório divulgado na terça-feira (1/12/2009) pelo Comitê Científico de Pesquisa Antártica, SCAR, o buraco na camada de ozônio continua regredindo e até o final do século estará praticamente fechado, fazendo com que a temperatura no continente gelado finalmente reflita os efeitos do aquecimento do planeta.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor- executivo do Scar, Colin Summerhayes, confirmou a informação. “Atualmente o gelo está aumentando, mas não será mais assim quando o buraco de ozônio fechar. Lentamente o gelo vai derreter e de acordo com os modelos atuais vamos perder até um terço da massa de gelo naquela região”.

Blindagem
Para concluir sobre a importância do papel do buraco na camada de ozônio sobre o aquecimento na Antártida, o Scar reuniu informações produzidas por mais de cem cientistas em oito países e classificou a descoberta da blindagem como “extraordinária”.

O mecanismo que torna que cria essa blindagem é simples de compreender.

Os raios ultravioletas do Sol são absorvidos pelas moléculas de ozônio presentes na estratosfera, ajudando a esquentá-la. No entanto, com menos ozônio presente devido ao buraco na camada, essa região da atmosfera esfria. Isso ajuda a fortalecer o vórtice polar antártico, um gigantesco redemoinho de vento que controla a circulação atmosférica sobre o continente, mantendo a Antártida menos aquecida.

Segundo o glaciologista Jefferson Simões, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a intensidade desse vórtice depende basicamente da diferença de temperatura entre a região polar e o resto do planeta. “Com o vórtice mais frio essa diferença aumenta, fazendo com que ele gire com mais intensidade”, disse Simões em entrevista concedida à Folha de São Paulo.

Como resultado, esse intenso vento cria uma muralha de ar entre a Antártida e os outros continentes, explicando o menor aquecimento verificado no continente gelado.

Nível do Mar
Com o encolhimento do buraco e consequente aumento da temperatura, os cientistas acreditam que a Antártida passe a perder massa gelada, em especial em sua parte oeste. De acordo com o relatório, essa perda de gela resultaria em aumento do nível do mar em até 1.4 metro até 2100.

No entanto, a elevação da temperatura projetada até o final do século é de 3 graus, insuficiente para que a maior parte do gelo continental desapareça.

Via Apolo11

Cientistas da NASA: o mundo não acabará em 2012

fim_do_mundo

Alguns querem fazer crer que um colisão interplanetária acabará com a vida na Terra

Definitivamente o fim não está próximo. O cientista da NASA David Morrison está tentando dissipar os boatos amplamente divulgados de eventos cósmicos que levarão ao fim da vida na Terra, se não mesmo destruir o planeta, em 21 de dezembro de 2012.
Morrison aborda especificamente o mito de que um planeta imaginário chamado Nibiru irá colidir com a Terra, mas também outros rumores persistentes de que a atividade solar, alinhamentos com o centro de nossa galáxia e outros fenômenos astronômicos vão causar estragos no planeta azul e a vida terminaria. Morrison afirma que a razão mais convincente para acreditar que Nibiru não irá acabar com a Terra em 2012 é que o planeta não existe.
Ainda há a teoria da inversão polar magnética, em que a polaridade magnética sofreria mudanças. Este fato é um fenômeno real, acontecendo de forma irregular a cada 400.000 anos, em média. Mas, até onde a ciência pode dizer, isso não prejudicaria a vida na terra, não reverteria a rotação do planeta, nem há qualquer razão para acreditar que uma reversão é iminente em 2012, como muitos sites querem fazer crer.
Enquanto o mundo certamente poderia terminar em 2012 (ou antes, ou depois disso), a ciência simplesmente diz:  “não acredite nisso.”

Via POPSCI

O universo chegará ao fim mais cedo do que se pensava

Há muito tempo físicos preveem que o universo acabará na chamada “morte térmica”, estado em que terá utilizado toda a sua energia e não poderá mais sustentar nenhum movimento. Porém, novos cálculos realizados por uma equipe de físicos australianos mostram que a morte térmica pode chegar mais cedo do que os cientistas acreditavam.

A morte térmica é baseada no conceito da entropia, que afirma que estados desordenados são mais estáveis que aqueles ordenados. Em uma experiência da vida real, por exemplo, pode se dizer que é mais fácil quebrar uma janela de vidro (estado ordenado) do que reorganizá-la ou criar uma nova janela – estado desordenado – ou seja, a janela permanecerá quebrada. Na escala do universo, sistemas complexos como estrelas, planetas e galáxias são como a janela de vidro, e os novos cálculos mostram que buracos negros supermassivos estão quebrando-os mais rapidamente do que imaginávamos.

Já era de conhecimento dos físicos que os buracos negros contribuem com a entropia do universo ao quebrar a matéria e energia em seus turbilhões gravitacionais, mas os cálculos sempre mostraram o nível da desordem com base nos buracos negros menores e mais frequentes.

Entretanto, o novo cálculo leva em consideração o poder destrutivo dos buracos negros supermassivos, que podem consumir galáxias inteiras. Os cientistas australianos descobriram que os cálculos antigos subestimavam quanto do universo esses buracos negros já “engoliram”.

Porém, não é preciso começar a se preocupar com o fim do mundo: em uma escala humana, é como se o cálculo anterior afirmasse que o universo fosse morrer aos 90 anos. O novo cálculo descobriu que ele está mais próximo desta idade do que dos 50 anos. Mas é claro que as estimativas envolvem a morte térmica para daqui a bilhões de anos, então o universo ainda tem um bom tempo para aproveitar a velhice.

Fonte: U.S. News

%d blogueiros gostam disto: