//
arquivos

EcoTecnologia

Esta categoria contém 16 posts

País começa a explorar energia limpa das ondas

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

O país começa este mês sua primeira grande experiência para aproveitar a energia das ondas do mar. A primeira usina de ondas da América Latina funciona no porto do Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza e será lançada oficialmente durante a Rio+20. Para os pesquisadores, o local é um laboratório em escala real onde serão ampliados os horizontes da produção energética limpa e renovável.

O potencial é grande, asseguram. O litoral brasileiro, de cerca de 8 mil quilômetros de extensão, é capaz de receber usinas de ondas que produziriam 87 gigawatts. Na prática, de acordo com especialistas da Coppe, que desenvolve a tecnologia, é possível converter cerca de 20% disto em energia elétrica, o que equivaleria a 17% da capacidade total instalada no país.

Fronteira estratégica para a tecnologia

Antes de pensar em mais usinas no litoral brasileiro, porém, é preciso testar conceitos e comprovar tanto a viabilidade quanto a confiabilidade do projeto, que é financiado pela Tractebel Energia através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica, com o apoio do governo do Ceará.

Dois enormes braços mecânicos foram instalados no píer do porto do Pecém. Na ponta de cada um deles, em contato com a água do mar, há uma bóia circular. Conforme as ondas batem, a estrutura sobe e desce. O movimento contínuo dos flutuadores aciona bombas hidráulicas, que fazem com que a água doce contida em um circuito fechado, no qual não há troca de líquido com o ambiente, circule em um ambiente de alta pressão.

— Fazendo uma analogia com uma usina hidrelétrica, em vez de termos uma queda d’água, temos isso de forma concentrada em dispositivos relativamente pequenos, onde a pressão simula cascatas extremas de 200 a 400 metros — explica Segen Estefen, professor de Engenharia Oceânica da Coppe. — A água sob pressão vai para um acumulador, que tem água e ar comprimidos em uma câmara hiperbárica, que é o pulmão do dispositivo.

O mar tem sido encarado pelos pesquisadores da Coppe como uma fronteira estratégica na qual o Brasil pode ser o líder tecnológico. Somente no projeto da usina de ondas, foram investidos R$ 15 milhões em quatro anos.

O Ceará não foi escolhido aleatoriamente. Sua grande vantagem estratégica é a constância dos ventos alísios, resultado da rotação da Terra. O movimento do ar gera ondas regulares no mar brasileiro. Elas não são grandes, mas estão sempre batendo. Poder contar com o movimento praticamente o tempo todo aumenta a eficiência da nova usina.

— Há alguns anos, o Brasil, por suas características, não era incluído em debates ou fóruns internacionais. Hoje, entendemos que não basta ter ondas grandes. Elas atuam em somente 20% do ano. Já as nossas batem de forma constante em mais do que 70% do ano — afirma Estefen. — Desenvolvemos o domínio tecnológico para atividades que, nas próximas décadas, vão acontecer cada vez mais no mar, que cobre 71% das superfície do planeta.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as usinas de onda passem a fazer parte da paisagem brasileira. Os especialistas evitam compará-las às hidrelétricas, que, em geral, têm custo de produção quatro vezes menor.

Na corrida pela viabilidade desta tecnologia, o vento é o principal concorrente. A energia eólica costuma ter a metade do custo. No entanto, os especialistas esperam uma redução de custos com aumento da escala de produção das usinas de ondas.

— Em alguns locais, há grande vantagem estratégica para a usina de ondas. Por exemplo, há estudos para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde a energia vem da queima de diesel. Isso leva a riscos ambientais, inclusive em relação ao transporte do combustível — ressalta o especialista da Coppe.

Estação abastecerá o próprio porto de Pecém

Por outro lado, barreiras legais, além do custo, se interpõem no caminho das usinas de ondas. Algumas das localidades consideradas de grande potencial energético são preservadas por leis ambientais. Nestes casos, seria necessário alterar a legislação, num processo que costuma suscitar muita polêmica e, muitas vezes, resistência de associações locais.

— Há limitações para colocar dispositivos de conversão em áreas de preservação ambiental. Temos que levar em conta os benefícios da usina de ondas e os riscos ambientais que já existem hoje — alerta Estefan. — Dependendo do local, apesar do custo de implantação, a usina de ondas se torna mais competitiva. O Reino Unido entra com força nesta tecnologia porque julga fundamental ter fontes de energia alternativas ao petróleo. Daqui a dez anos, eles querem garantir que 20% de suas fontes sejam renováveis.

A energia gerada em Pecém será consumida no próprio porto. Mas já há planos de ampliação da quantidade de braços mecânicos com bóias, que captam a energia do mar convertida em eletricidade. Toda a estrutura é feita em módulos, que podem ser acrescentados para aumentar a potência. Basta acrescentar flutuadores.

Via O Globo

Anúncios

Energia eólica ganha impulso e reforça matriz renovável brasileira

EcoTecnologia

 

 

O Brasil aposta no potencial dos seus ventos para ampliar o leque de opções e garantir a sustentabilidade no fornecimento de energia.

O investimento em energia eólica ganhou força nos últimos dois anos.

Atualmente, a energia eólica no Brasil possui aproximadamente 1,1 GW (gigawatt) de potência instalada, o equivalente a quase uma usina nuclear brasileira (Angra 1 tem 0,65 GW e Angra 2 tem potência de 1,35 GW).

O coordenador de Tecnologia e Inovação em Energia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Eduardo Soriano, lembra que a primeira turbina eólica para geração de energia elétrica conectada à rede foi instalada na Dinamarca em 1976.

“Hoje existem mais de 30 mil turbinas eólicas no mundo. Elas também começaram a crescer em tamanho. Antes elas cabiam numa sala; hoje os postes que seguram as turbinas podem ter até 120 metros de altura”, observa.

Preço da energia eólica

Apesar do crescimento recente, utilizar o potencial dos ventos ainda é novidade no Brasil. O primeiro leilão de comercialização de energia, voltado exclusivamente para fonte eólica, foi realizado em 2009.

O resultado foi a contratação de 1,8 Gigawatt (GW), distribuídos em 71 empreendimentos de geração eólica em cinco estados das regiões Nordeste e Sul.

Já no leilão de 2010, foram contratadas mais 70 usinas eólicas, com potência total de 2 GW, também distribuídos em vários estados.

Um dos motivos que estão estimulam o investimento em energia eólica no Brasil é o preço competitivo no mercado em relação às outras energias.

Segundo Eduardo Soriano, as primeiras instalações tinham preços cerca de duas a três vezes maiores na comparação com o custo atual.

“Nos últimos anos, houve leilões específicos para energia eólica. Os primeiros preços beiravam R$ 300,00/megawatts hora. No leilão de 2009 foi em torno R$ 148,00 e no leilão 2010 foi de R$ 130,00. Então se pode ver que houve uma redução de preços da energia eólica no Brasil e ela está entrando de uma forma muito competitiva”, informa o especialista.

Adaptado de InovaçãoTecnológica.com.br

Projeto pretende construir arranha-céu submerso autosustentável

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Já pensou em se hospedar em um arranha-céu submerso? Pode parecer estranho, mas o protótipo já existe e pretende construir uma estrutura do tamanho do Empire State Building abaixo do nível do mar. O Gyre será abastecido por energias renováveis e servirá de abrigo para cientistas e pessoas interessadas em conhecer mais de perto os mistérios dos oceanos.

O projeto é de autoria da Zigloo e pretende unir pesquisadores e turistas sem agredir o frágil ecossistema marinho e sem gerar nenhuma emissão de carbono. Construído “de cabeça para baixo”, o arranha-céu terá 400 metros de profundidade e espaço para quartos, laboratórios, lojas, restaurantes, jardins e áreas de recreação.

A torre submersa terá um casco duplo, coberto por vidro reforçado e será formada por uma sobreposição de anéis concêntricos com tamanhos entre 600 e 30 mil metros quadrados, resultando em uma área total de cerca de 210 mil metros quadrados – tamanho relativo a 40 campos de futebol.

O Gyre será totalmente abastecido por energias renováveis graças a um sistema integrado que une vento, sol e correntes marítimas. Além de uma série de turbinas eólicas verticais, uma matriz de células solares irá reforçar o abastecimento de energia do prédio.

Barcas subaquáticas irão funcionar tanto como captadores de energia maremotriz quanto como propulsores para serem utilizados quando o Gyre precisar se movimentar. A água da chuva também será captada e bacias de armazenamentos de água doce estarão dispostas na porção mais profunda da estrutura.

Via EcoDesenvolvimento.org

Em busca de soluções ecológicas, pesquisadores pensam em plantar árvores no deserto

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Um projeto que visa criar formas mais ecológicas de viver no deserto está em estudo. As pesquisas fazem parte do “Sahara Forest Project” que é uma versão pequena das grandes idéias ecológicas dos cientistas para as regiões desérticas. Além de ser uma forma de criar empregos, alimentos, água e energia, com soluções simples que buscam imitar ao máximo os fenômenos naturais.

No planejamento está a construção de uma estufa que usaria o ar quente do deserto e a água do mar para produzir água fresca e manter o cultivo de produtos agrícolas, a energia solar seria transformada em energia elétricas e as algas marinhas transformadas em combustível. Com parte da água fresca produzida, também seria possível manter árvores ao redor, reduzindo assim, a quantidade de dióxido de carbono, que é um dos agentes causadores do efeito estufa.

Pesquisadores que não fazem parte do projeto julgam que a ideia não seja a solução mais apropriada, pois apesar de que o Saara já tenha tido vegetação, ele nunca foi uma floresta de ares densa.

Os estudos estão sendo realizados em diversos países e em breve deve ganhar um centro de testes, que poderá fornecer informações mais concretas sobre o funcionamento das tecnologias empregadas nas pesquisas.

Via National Geographic

Telhados brancos reduzem temperatura de cidades

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Coberturas alvas poderiam reduzir 33% o calor em áreas urbanas.
Metrópoles são 1°C a 3°C mais quentes que regiões circundantes.

Laje branca em edifício em Washington, D.C.

Pintar de branco os telhados e lajes de edifícios pode reduzir significativamente a temperatura de cidades e mitigar alguns impactos do aquecimento global.

A conclusão é de cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos (NCAR, na sigla em inglês).

No estudo, modelos computacionais simularam os impactos de coberturas brancas na temperatura de áreas urbanas. O secretário (equivalente a ministro) de energia dos EUA, Steven Chu , já defendeu o recurso como uma importante ferramenta para ajudar a sociedade a ajustar-se à mudança climática.

“Nossa pesquisa demonstra que telhados brancos, ao menos em teoria, podem ser um método efetivo na redução do calor urbano”, disse Keith Oleson, principal autor do estudo, que será publicado no periódico especializado “Geophysical Research Letters”.

Vias asfaltadas, pavimentos cobertos por resinas impermeabilizantes e outras “superfícies artificiais” absorvem calor, elevando as temperaturas nas cidades entre 1°C e 3°C em relação às áreas circundantes não urbanizadas.

As simulações de Oleson e equipe indicam uma redução de 33% da temperatura com todas as coberturas possíveis e imagináveis pintadas de branco.

Mas não é para sair pintando tudo: dependendo do clima local, habitantes de cidades mais frescas aumentariam o consumo de energia para aquecimento de ambientes internos. Sistemas de condicionamento de ar que usam gás ou carvão (combustíveis fósseis vilões do aquecimento global) tornariam todo o esforço absolutamente inútil.

O modelo computacional desenvolvido por Oleson avalia o impacto de fatores como a influência de telhados, paredes e áreas verdes nas temperaturas locais. Mas o sistema ainda não é capaz de replicar arquitetura, plano urbanístico etc. de cidades específicas. Em vez disso, foram criadas metrópoles abstratas, com diversos parâmetros de densidade populacional e padrões de uso do solo.

“É fundamental compreender como a mudança climática vai afetar áreas urbanas vulneráveis, o lar da maior parte da população mundial”, afirmou Gordon Bonan, coautor do estudo.

Via G1

Um dos prédios mais altos do mundo vai virar ‘verde’

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Um dos edifícios mais altos do mundo – o Taipei 101, com 509 metros de altura e 101 andares – deve passar por uma extensa reforma no valor de US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 3,09 mi), para se tornar o arranha céu ecológico mais alto do mundo.

Edifício deve se tornar arranha-céu ecológico mais alto do mundo

Edifício deve se tornar arranha-céu ecológico mais alto do mundo

A administração do prédio, um marco de Taiwan, espera receber um certificado do programa americano Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente (LEED, na sigla em inglês), o maior programa de certificados deste tipo e também o que mais cresce.

A corporação financeira de Taiwan, proprietária do prédio, anunciou o investimento nos próximos 18 meses para cortar o uso de energia e de água e diminuir as emissões de carbono em até 10%.

Para isso, deverão ser instalados novos e mais eficientes sistemas de energia e encanamento. A administração também pretende encorajar as 10 mil pessoas que trabalham no prédio a reciclar, manter o ar-condicionado a uma temperatura de 26 graus e usar o transporte público.

A administração também vai pedir aos ocupantes que comprem comida nos arredores, para cortar a emissão de carbono das entregas de refeições.

A vice-presidente assistente do Taipei 101, Kathy Yang, disse que o projeto deve gerar uma economia de US$ 615 mil (cerca de R$ 1,06 milhão) por ano e atrair como novos locatários empresas que desejam ser ambientalmente responsáveis.

“É realmente importante para a indústria da construção olhar para a questão ambiental, levá-la a sério”, disse Yang. “Então, queremos mostrar para o mundo que mesmo um edifício alto como o nosso pode começar a fazer isso, que podemos fazer o melhor para nos tornar um edifício ‘verde’.”

Como se fossem cidades verticais, os arranha-céus do mundo estão entre alguns dos maiores poluidores em zonas urbanas.

Construído em 2004, o Taipei 101 já foi projetado com algumas características de respeito ao meio-ambiente. O prédio coleta água da chuva, que é usada nas descargas e para regar seu jardim, e suas janelas, de duas folhas de vidro, ajudam a evitar que o calor do exterior entre no edifício.

Há cerca de 3.500 prédios em todo o mundo com certificado de ambientalmente responsável, mas a administração do Taipei 101 espera que ele seja o primeiro arranha-céu a obter o documento.

Via BBC Brasil

Empresas europeias anunciam construção de megausina solar

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Multinacionais europeias anunciaram a construção do maior projeto de energia solar do planeta: uma megausina solar no Deserto do Saara, no norte da África.

O projeto é politicamente correto. Empresas gigantes pretendem construir uma rede de produção de energia totalmente limpa, capaz de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida em toda a Europa, além de suprir dois terços da demanda do norte africano e do Oriente Médio.

O plano batizado de Desertec teve o custo orçado em US$ 577 bilhões e utilizará uma tecnologia solar de última geração. Basicamente, serão usados espelhos para concentrar a luz do Sol sobre torres de energia, que irão produzir vapor, movimentando turbinas e assim produzindo eletricidade.

Todo calor excedente produzido durante o dia será armazenado em tanques especiais e utilizado no período da noite ou em dias de muita nebulosidade.

Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Estão envolvidas no projeto, grandes empresas como a Siemens, RWE e Deutsche Bank.

Foto: Painel Solar parabólico utiliza espelhos curvos para concentrar o calor sobre a célula de aquecimento. Crédito: Desertec-usa.

Via Apolo 11

Instalada primeira turbina eólica oceânica flutuante

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Instalada primeira turbina eólica oceânica flutuante

Turbina eólica flutuante

Acaba de ser instalada, na costa da Noruega, a primeira turbina eólica oceânica de grande porte. Localizada a 12 km a leste da cidade de Karmoy, a turbina tem um rotor com um diâmetro de 82 metros e será capaz de gerar sozinha 2,3 MegaWatts de energia.

A turbina eólica flutuante, chamada de HyWind, será conectada à rede elétrica do país e deverá servir como um laboratório de testes em escala real para a tecnologia de turbinas eólicas flutuantes. Ela começará a gerar eletricidade em Julho próximo.

Sem necessidade de fundações

Construir fundações para turbinas eólicas torna-se muito caro quando a profundidade oceânica supera os 50 metros, o que poderia limitar a exploração oceânica da energia eólica. Já a HyWind pode flutuar, tendo sido projetada para ser instalada em locais com profundidades entre 120 e 700 metros. O local onde a primeira HyWind foi instalada tem 220 metros de profundidade.

O mastro da turbina estende-se por 65 metros acima da linha d’água. Seu flutuador é construído em aço, indo até 100 metros de profundidade. Três cabos de aço ancoram a turbina eólica flutuante ao fundo do mar, para que sua posição se mantenha constante.

Um sistema avançado de controle permite que a turbina anule parcialmente os movimentos induzidos pelas ondas, mantendo-se mais estável, o que aumenta sua capacidade de geração de energia. A HyWind é um projeto conjunto das empresas StatoilHydro e Siemens.

Via InovaçãoTecnológica.com.br

EUA dão primeiro passo para geração eólica no Atlântico

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.

Aproveitar com eficiência a energia do vento é um dos grandes desafios dos países desenvolvidos comprometidos em encontrar fontes limpas e renováveis de energia. Um projeto dos EUA também pretende utilizar a energia dos ventos e para isso vai construir geradores eólicos na plataforma continental da costa leste.

energia_eolica_altomar

Essa é uma corrida moderna em que os EUA estão bem atrás de outros países, entre eles a Inglaterra e Dinamarca, que desenvolvem trabalhos semelhantes há mais de 20 anos. “Estamos entrando em uma nova era de produção de energia. Uma era de energia limpa e sustentável”, disse o secretário do interior Ken Salazar.

Além de diversificar e ampliar a matriz energética, o projeto americano pretende reduzir significativamente a dependência do petróleo estrangeiro, vindo principalmente da Venezuela e oriente médio. Atualmente, Grã-Bretanha, Dinamarca e Suécia são os maiores produtores mundiais de energia elétrica gerada a partir dos ventos captados em alto-mar.

2 milhões de residências

Em estudo publicado em 2007 pelo periódico Geophysical Research Letters, o professor Willett Kempton, da Universidade de Delaware examinou o potencial dos ventos desde a Carolina do Norte até Massachussets, na costa leste dos EUA. Em seu trabalho Kempton concluiu que turbinas eólicas instaladas sobre águas de até 100 metros de profundidade poderiam gerar energia suficiente para abastecer até 1.5 milhões de residências com energia elétrica e alimentar mais de 6 milhões de veículos leves.

O projeto americano terá início com o mapeamento da velocidade do vento e outros fatores necessários de serem conhecidos antes de se erguer as torres sobre a costa leste, a 35 km do continente. Em seguida serão feitos testes em algumas turbinas antes que a construção do parque eólico seja feita em larga escala. Segundo o porta-voz do ministério do interior, Frank Quimby, todo o processo poderá levar mais de 10 anos até que os primeiros benefícios possam ser vistos.

Foto: Vista parcial do parque eólico de Rodsand II, na Dinamarca. A usina deverá entrar em operação em 2010 e produzirá 207 megawatts.  Crédito: Rødsand II Wind Farm, Denmark.

Fonte: Apolo11

Brasil participará em competição de casa energeticamente sustentável

EcoTecnologia

Para mais artigos sobre EcoTecnologia, clique na imagem.
Consórcio entre seis universidades representará o Brasil no Solar Decathlon Europe, competição de casas energeticamente autossustentáveis que será realizada pela primeira vez fora dos Estados Unidos.

Consórcio entre seis universidades representará o Brasil no Solar Decathlon Europe, competição de casas energeticamente autossustentáveis que será realizada pela primeira vez fora dos Estados Unidos.

Formado por seis universidades brasileiras, o Consórcio Brasil representará o país no Solar Decathlon Europe, competição universitária de construção de casas energeticamente autossustentáveis que será realizada em 2010.

Integrantes das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e as federais do Rio de Janeiro (URFJ), Minas Gerais (UFMG), Santa Catarina (UFCS) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiram unir forças para se tornarem mais competitivos no evento que será organizado pela Escola Politécnica de Madri, na Espanha.

Casa sustentável e viável

Para montar o projeto ideal, o consórcio fez um concurso interno, em que estudantes de arquitetura das seis universidades apresentaram projetos. O júri foi composto de professores das universidades brasileiras e representantes da Politécnica de Madri, entre eles o vice-reitor de Relações Internacionais Jose Manuel Páez. Foram escolhidos os projetos de alunos da UFSC, Unicamp e UFRGS como os três melhores.

Os projetos contemplam áreas como arquitetura, engenharia elétrica, civil e de materiais e iluminação e marketing. “Não se trata apenas de fazer uma casa sustentável, mas de pensar nela como algo que pode ser reproduzido facilmente na sociedade”, disse Adnei Meleges de Andrade, professor do Instituto de Eletrotécnica e Engenharia e responsável pelo consórcio na USP, ao USP Online.

Muito além da arquitetura

O Solar Decathlon foi criado pelo Departamento de Energia do governo norte-americano, em 2002, e a próxima edição será realizada em outubro, em Washington. A edição na Europa será a primeira fora dos Estados Unidos.

O decatlo solar tem dez critérios de avaliação, cada um com pontuações diferenciadas. Além das questões arquitetônica e de engenharia, contam pontos as instalações, balanço de energia, condições de conforto, funcionamento de equipamentos, inovação e sustentabilidade.

Comunicação, marketing, sensibilização social, industrialização e comercialização também são importantes, pois o projeto deve ser comercializável.

Fonte: InovaçãoTecnológica

%d blogueiros gostam disto: