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roque tem escrito 232 posts para Este é o meu sangue

Por que não conseguimos atravessar paredes?

Uma vez que os átomos são principalmente espaço vazio, nós e todos os materiais que nos rodeiam são também formados principalmente de espaço vazio. Assim, por que os átomos simplesmente não passam uns através dos outros? A resposta envolve a repulsão elétrica. Embora as partículas subatômicas sejam pequenas relativamente ao volume do átomo, o alcance dos campos elétricos gerados por ele é várias vezes maior do que o volume. Na superfície externa de qualquer átomo estão os elétrons, que repelem os elétrons dos átomos vizinhos. Os átomos, portanto, apenas conseguem chegar perto uns dos outros antes que sejam repelidos para longe (desde que não se combinem durante uma reação química). Quando os átomos de sua mão empurram os átomos de uma parede, por exemplo, as repulsões elétricas impedem sua mão de atravessar a parede. Essas mesmas repulsões elétricas nos impedem de cair através do chão sólido. Elas também nos permitem ter a sensação do tato. Curiosamente, quando você toca em alguém, os seus átomos não encostam nos átomos dessa pessoa. Em vez disso, eles se aproximam o suficiente para sentirem as forças elétricas de repulsão. Embora imperceptível, ainda existe um espaço entre você e a pessoa na qual você toca.

Hewitt, Paul G. Física conceitual. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.

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Por que a Amazônia não é o pulmão do mundo?

Mapa da ecorregião amazônica definida pelo WWF. A linha amarela abrange a bacia de drenagem da Amazônia. As fronteiras nacionais mostradas em preto. Imagem de satélite da NASA.

Muitas vezes já ouvimos falar que a Amazônia é o pulmão do mundo, passando a idéia de que esta floresta teria um importante papel no fornecimento de oxigênio ao planeta.

Neste sentido, o simples fato de atribuir à Amazônia o termo “pulmão do mundo” já pode ser considerado um equívoco, pois um pulmão apenas consome, e não produz oxigênio. Além disso, em uma floresta tropical como a Amazônia, o saldo entre o que ela produz de oxigênio e o que consome é praticamente neutro.

Durante o dia, a vegetação da floresta libera oxigênio e absorve gás carbônico através da fotossíntese, processo que se inverte durante a noite, quando ocorre a respiração florestal, com a absorção de oxigênio e a liberação de gás carbônico. Porém, essa conta (se haverá mais produção do que absorção de CO2 ou O2) nem sempre é perfeita e o resultado está associado a outros processos, como as queimadas e o reflorestamento ou expansão da área florestada.

Em outras partes do mundo, existem organismos que têm saldo final positivo de produção de oxigênio, como nas regiões oceânicas ricas em plânctons, Mesmo assim, há bilhões de anos a concentração deste gás em nossa atmosfera se mantém em equilíbrio, em torno de 20% do total.

Podemos afirmar que a Amazônia, assim como as outras florestas do mundo, não desempenham a função de reguladores dos níveis de oxigênio. Sua importância, para nós, está associada a prestação de outros serviços, que influenciam diretamente no clima do planeta e em nossas vidas. Um exemplo disso é a regulação das chuvas.

Para se ter uma idéia, a Amazônia, maior floresta tropical do planeta, estoca sozinha cerca de 20% de toda a água doce disponível do mundo e grande parte dessa água, quando evaporada, forma nuvens que migram para toda a América do Sul, definindo o regime de precipitações não só nessa região, mas também em outros continentes.
Para o Brasil, esta função exercida pela floresta é extremamente importante, pois a maioria da energia gerada em nosso país vem de hidrelétricas, cujos reservatórios são abastecidos, em grande parte, pela água destas chuvas. A regularidade e abundância destas precipitações também são responsáveis por proporcionar ao nosso país uma excelente condição climática, que faz do Brasil um dos principais produtores de alimentos do mundo. No Estado de SP, por exemplo, cerca de 70% das precipitações nos períodos mais chuvosos provêm diretamente da Amazônia.

Além disso, a atmosfera amazônica serve como um filtro de poluentes, removendo do ar oxidantes como o ozônio e óxidos de nitrogênio através de mecanismos químico-físicos regulatórios.

A formação vegetal desta floresta também funciona como um grande estoque de carbono, principal gás causador do aquecimento global. Estima-se que a Amazônia abrigue cerca de 80 bi de ton. de carbono, equivalente a uma década de emissões desses gases pela humanidade nos padrões atuais.

Infelizmente, apesar de sua importância, hoje, mais de 17% da Amazônia (aproximadamente 720 mil quilômetros quadrados) já foram desmatados, uma área 16 vezes maior que o estado do Rio de Janeiro.  Zerar o desmatamento desta floresta, além de garantir sua sobrevivência, é uma das maiores contribuições que o Brasil pode dar à estabilidade do clima no planeta.

Via Planeta Terra

Luís Vaz de Camões

“Amor é um fogo que arde sem se ver/é ferida que dói e não se sente.” - Rimas

“Amor é um fogo que arde sem se ver/é ferida que dói e não se sente.” - Rimas

Nascimento: Luiz Vaz de Camoens ou Luís Vaz de Camões, 1524 (provavelmente em Lisboa, Portugal). Morte: 10 de junho de 1580 (Lisboa, Portugal).

Estilo e gênero: O grande poeta nacional de Portugal fez hinos à criação de um império católico mundial liderado por seu país.

Principais obras: Poesia: Os lusíadas, 1572; Rimas, 1595.

As informações sobre a vida de Camões são escassas, mas ele aparentemente descende de uma família de aristocratas empobrecidos. O conhecimento da cultura clássica sugere que ele teve acesso a uma boa educação. Seu poema mais famoso descreve a notável viagem de Vasco da Gama, que contornou o cabo da Boa Esperança até chegar à índia. O próprio Camões passou muitos anos na África e na Índia, queixando-se amargamente, em versos, das dificuldades para ganhar a vida, do azar e das injustiças que sofrera. Ele fez parte de expedições navais. Teria alcançado Macau e naufragado na costa chinesa. Em outra ocasião, um amigo o encontrou perdido e sem dinheiro em Moçambique e o ajudou a voltar para Lisboa.

Camões escreveu graciosos poemas líricos expressando sentimentos de profunda solidão e desejos não realizados, homenageando belas mulheres (e, em anos posteriores, lhe foram atribuídos mais poemas do que aqueles que ele realmente escreveu). Seu grande épico, Os lusíadas, foi publicado em Lisboa, em 1572. Lusíadas deriva de Lusitânia, o antigo nome romano para Portugal, e o poeta reconta toda a história de seu país até o momento da partida de Vasco da Gama em 1497. Os deuses do Olimpo acompanham com interesse a expedição, sendo que Vênus a apoia e Baco se opõe. Os versos contam como as caravelas chegaram à Índia e finalmente voltaram em segurança para casa, acompanhadas por graciosas ninfas. Uma delas prevê as futuras conquistas portuguesas. Fortemente partidário da Igreja católica (e opositor dos ingleses), Camões justificava o imperialismo português.

Os lusíadas foi dedicado ao rei Sebastião de Portugal, e Camões foi premiado com uma pensão do governo. Também escreveu peças e sua obra exerceu uma poderosa influência sobre a literatura portuguesa e brasileira.

Fonte: PATRICK, Julian (ed.). 501 Grandes Escritores. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

Orçamento da educação no Brasil

O que é o tempo?

Não houve tempo nenhum em que não fizésseis alguma coisa, pois fazíeis o próprio tempo.
Nenhum tempo Vos é coeterno porque Vós permaneceis imutável, e se os tempos assim permanecessem, já não seriam tempos. Que é, pois o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem poderá apreendê-lo, mesmo só como pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais frequente nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se quiser explicá-lo a quem me fizer a pergunta, já não sei. Porém, atrevo-me a declarar, sem receio de contestação, que, se nada sobrevivesse, não haveria tempo futuro, e se agora nada houvesse, não existia o tempo presente.
De que modo existem aqueles dois tempos – o passado e o futuro – se o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente e não passasse para o pretérito, já não seria tempo mas eternidade. Mas se o presente, para ser tempo, tem necessariamente de passar para o pretérito, como podemos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir? Para que digamos que o tempo verdadeiramente só existe porque tende a não ser?

Confissões, Santo Agostinho

Terra, planetas e estrelas

Nós temos realmente dimensão do que somos diante disso?

Santo Agostinho

Santo Agostinho, de Filippino Lippi, 1490

“Conceda-me a castidade e a continência, mas ainda não.” – Confissões, VII, vii

Nascimento: Aurelius Augustinus, 13 de novembro de 354 (Tagaste, Numídia). Morte: 28 de agosto de 430 (Hipona, Numídia, atual Argélia).

Estilo e gênero: A análise de Santo Agostinho sobre o lado emocional da experiência cristã diante do pecado permanece insuperável.

Principais obras: Autobiografia:  Confissões, 397-398; Obras teológicas: A cidade de Deus, 413-426

O pai de Agostinho era pagão, mas sua mãe (Santa Mônica) era uma cristã devota que exerceu grande influência sobre o filho. Ao ler Hortensius, de Cícero, Agostinho tornou-se profundamente interessado em filosofia. Converteu-se à religião maniqueísta, da qual manteve alguns princípios depois de abrir sua própria escola de retórica em Roma. Durante esse período, teve um filho (Adeodato) com uma mulher que seria sua concubina por mais de 15 anos. Em Milão, recebeu a oferta de um cargo de professor e sofreu as influências do neoplatonismo e dos sermões de Santo Ambrósio.

Depois de intensos conflitos interiores, Agostinho renunciou a todos os seus credos pouco ortodoxos e devotou-se inteiramente ao serviço de Deus e às práticas do sacerdócio, entre elas a castidade. De acordo com seu próprio relato, levou uma vida de pecado até a conversão ao cristianismo, aos 32 anos. Ele retrata de forma comovente suas lutas espirituais e a busca pela verdade nas Confissões, escritas com profunda introspecção para a edificação dos leitores.

Ao voltar para a África do norte, Agostinho converteu a casa da família em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos. Começou então a trabalhar nos 22 livros de A cidade de Deus, tarefa que o ocuparia por quase 14 anos. Os livros foram escritos para restaurar a confiança de seus companheiros cristãos, seriamente abalada depois do saque de Roma pelos visigodos em 410. Na obra, ele estabeleceu a alegoria de duas cidades: uma celestial, composta pelos virtuosos na terra e os santos no céu, vivendo de acordo com a vontade de Deus, e outra terrena, guiada por princípios egoístas e carnais. Agostinho morreu aos 75 anos, enquanto os invasores vândalos cercavam a cidade de Hipona.

Fonte: PATRICK, Julian (ed.). 501 Grandes Escritores. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

Uma sociedade cheia de privilegiados

A 'Bastilha', mais conhecida por ter sido uma prisão - assim funcionando desde o início do século XVII até o final do século XVIII. Ficou conhecida por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os fatos mais importantes do início da Revolução Francesa.A sociedade francesa encontrava-se dividida, à época da Revolução Francesa, em três estados ou ordens. O clero e a nobreza representavam o primeiro e o segundo estados, respectivamente. Ambos possuíam privilégios judiciários e fiscais, herança dos tempos feudais, e detinham 55% das terras. Recebiam impostos sobre a produção, direitos de pedágio e exerciam altos cargos públicos.

A Igreja Católica ajudava na manutenção do absolutismo, perpetuando uma forte aliança com os reis. O alto clero desfrutava de regalias e de riquezas inacessíveis ao baixo clero (sacerdotes pobres). Os gastos da nobreza palaciana comprometiam o tesouro público. A nobreza provincial, em declínio, espoliava os camponeses, impondo-lhes pesados impostos e taxas. Havia ainda a nobreza de toga, que eram burgueses que haviam comprado títulos de nobreza e exerciam cargos políticos e administrativos.

Literalmente, “sem calções”; referia-se à pessoa que usava calças compridas em vez dos calções até o joelho, traje preferido pelos ricos. Aplicava-se originalmente às pessoas mais simples, mas durante a Revolução passou a ter uma conotação política, identificando os revolucionários radicais.

O Terceiro Estado era composto pelo resto da população, inclusive a burguesia, aproximadamente 97% danação. A alta burguesia era constituída pelos financistas e banqueiros. A média burguesia, por arrendatários, que viviam de suas propriedades urbanas e rurais, profissionais liberais e comerciantes. Mas foi a pequena burguesia, constituída por pequenos comerciantes e artesãos, que participou ativamente da revolução.

Nas cidades, vivia uma massa de assalariados, artesãos, diaristas, operários e desempregados conhecidos como sans culottes*. Seriam a grande força do movimento revolucionário. Nos campos, habitava a maioria dos franceses, camponeses esmagados pelos antigos privilégios feudais. Não possuíam terras e eram explorados pelos grandes proprietários. Estes se transformariam na vanguarda do terceiro Estado, lutando por igualdades civis e melhores condições de vida.

*literalmente, “sem calções”; referia-se à pessoa que usava calças compridas em vez dos calções até o joelho, traje preferido pelos ricos. Aplicava-se originalmente às pessoas mais simples, mas durante a Revolução passou a ter uma conotação política, identificando os revolucionários radicais.

O gráfico mostra como, em poucos anos, tinha aumentado o custo do alimento para a população francesa.

Movimento estudantil

Por Renato Cancian*

Movimento estudantil

Nas décadas de 60 e 70, o movimento estudantil universitário brasileiro se transformou num importante foco de mobilização social. Sua força adveio da capacidade de mobilizar expressivos contingentes de estudantes para participarem ativamente da vida política do país.

Dispondo de inúmeras organizações representativas de âmbito universitário (os DCEs: diretórios centrais estudantis), estadual (as UEEs: uniões estaduais dos estudantes) e nacional (representada pela UNE: União Nacional dos Estudantes), o movimento estudantil, com suas reivindicações, protestos e manifestações, influenciou significativamente os rumos da política nacional.

A expansão das universidades

Para entender como o movimento estudantil universitário tornou-se um importante fator político devemos, primeiramente, considerar algumas mudanças que afetaram o sistema de ensino superior público do país. No final da década de 50, ele começou a crescer, com a criação de inúmeras faculdades e universidades. Num país em desenvolvimento, o acesso ao ensino superior passou a ser condição fundamental para acelerar o processo de modernização, ao mesmo tempo que abria novos caminhos para a mobilidade e ascensão social.

Sua expansão resultou num aumento progressivo da oferta de vagas, que foram preenchidas por jovens provenientes, sobretudo, dos estratos médios da sociedade. As matrículas cresceram a uma taxa média de 12,5 % ao ano. Para traçar um panorama do aumento das vagas, basta constatar que, em 1945, a universidade brasileira contava com 27.253 estudantes, total que saltou para 107.299 no ano de 1962. Em 1968, o número de universitários dobrou, chegando a 214 mil.

Ideologia e política

O aumento do número de estudantes coincidiu com o crescimento e consolidação de novas correntes políticas no meio universitário, que passaram a liderá-lo através do controle dos principais cargos nas mais importantes organizações estudantis. As novas correntes políticas se tornaram hegemônicas e defendiam ideologias ligadas à esquerda marxista (ou seja, um projeto socialista de transformação da ordem social).

Essas correntes esquerdistas foram bem sucedidas ao canalizarem a crescente insatisfação da massa jovem diante das deficiências e problemas do sistema de ensino superior. Desse modo, a década de 60 presenciou as primeiras grandes mobilizações em defesa de reivindicações de caráter educacional. Na primeira metade dos anos 60, a chamada “Reforma da Universidade” consistiu na mais importante luta do movimento estudantil.

Golpe de 1964

O golpe militar repercutiu significativamente no movimento estudantil. A influência das correntes políticas de esquerda levou as autoridades militares a reprimirem as lideranças estudantis e desarticularem as principais organizações representativas. Primeiramente a UNE foi posta na ilegalidade, depois as UEEs e os DCEs. Foram criadas novas organizações e novos procedimentos foram adotados para seleção de seus representantes.

As constantes tentativas das lideranças estudantis de retomarem o controle das organizações foi o principal fator a desencadear novas ondas de repressão política. Desse modo, reivindicações educacionais e manifestações de protesto político contra o governo militar foram as principais bandeiras de luta do movimento na segunda metade da década de 60. O ápice da radicalização dos grupos estudantis ocorreu em 1968, ano marcado por grandes manifestações de rua contra a ditadura militar.

O auge da repressão

O que parecia ser uma breve intervenção militar na política acabou se transformando numa ditadura que reprimiu violentamente grupos e movimentos de oposição. De 1969 a 1973, a coerção política atingiu o seu ápice. Neste período, o movimento estudantil foi completamente desarticulado. A maior parte dos militantes e líderes estudantis ingressou em organizações de luta armada para tentar derrubar o governo.

Em 1973, os militares derrotaram todas as organizações que pegaram em armas. Somente em 1974 começaram a surgir os primeiros sinais da recuperação do movimento estudantil. A nova geração de estudantes, que militaram e lideraram as frentes universitárias da década de 70, teve pela frente o árduo trabalho de reconstruir as organizações estudantis.

A retomada

O período em que o movimento estudantil voltou a ter força coincidiu com uma mudança importante nos rumos da política nacional. Após a escolha do general Ernesto Geisel para a Presidência da República teve início a implementação do projeto de liberalização política, que previa a redemocratização do país.

Foi um processo lento e gradual, que durou até o final dos governos militares. É importante ressaltar que, neste período, a volta do movimento estudantil não desencadeou ondas de repressão política como as que foram presenciadas no final da década de 60 e início da década de 70. A ditadura já não contava com apoio popular e até mesmo as elites começaram a dirigir duras críticas contra o governo militar. A luta contra a ditadura foi travada com a bandeira das liberdades democráticas.

O ápice da retomada se deu em 1977, ano marcado pela saída dos estudantes para as ruas. Grandes manifestações de protesto e passeatas públicas mobilizaram os estudantes em defesa da democracia. As reivindicações de caráter educacional não obtiveram grande destaque. Foram as reivindicações de caráter político (defesa das liberdades democráticas, fim das prisões e torturas e anistia ampla, geral e irrestrita) que se tornaram a grande força motivacional a mobilizar os estudantes. Passo a passo, as principais organizações estudantis foram reconstruídas. Primeiramente surgiram os DCEs-livres, em seguida as UEEs e, finalmente, em 1979, a UNE foi refundada.

Declínio e os “caras-pintadas”

Ironicamente, no final da década de 70, apesar das principais organizações estarem em pleno funcionamento, o movimento estudantil universitário havia perdido sua força e prestígio político. Desde o final da ditadura militar, a importância do movimento estudantil tem declinado significativamente. Em 1992, o amplo movimento social de oposição ao presidente Fernando Collor de Mello fez ressurgir o movimento estudantil, mas apenas por um breve período.

*Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais. É autor do livro “Comissão Justiça e Paz de São Paulo: gênese e atuação política – 1972-1985”.

educacao.uol.com.br

Nasa divulga imagens da Terra vista do espaço

A Agência Espacial Americana divulgou hoje imagens inédias da Terra vista do espaço. Nas imagens é possível ver as luzes das cidades é até as de uma aurora boreal.

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