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Literatura

Luís Vaz de Camões


“Amor é um fogo que arde sem se ver/é ferida que dói e não se sente.” - Rimas

“Amor é um fogo que arde sem se ver/é ferida que dói e não se sente.” - Rimas

Nascimento: Luiz Vaz de Camoens ou Luís Vaz de Camões, 1524 (provavelmente em Lisboa, Portugal). Morte: 10 de junho de 1580 (Lisboa, Portugal).

Estilo e gênero: O grande poeta nacional de Portugal fez hinos à criação de um império católico mundial liderado por seu país.

Principais obras: Poesia: Os lusíadas, 1572; Rimas, 1595.

As informações sobre a vida de Camões são escassas, mas ele aparentemente descende de uma família de aristocratas empobrecidos. O conhecimento da cultura clássica sugere que ele teve acesso a uma boa educação. Seu poema mais famoso descreve a notável viagem de Vasco da Gama, que contornou o cabo da Boa Esperança até chegar à índia. O próprio Camões passou muitos anos na África e na Índia, queixando-se amargamente, em versos, das dificuldades para ganhar a vida, do azar e das injustiças que sofrera. Ele fez parte de expedições navais. Teria alcançado Macau e naufragado na costa chinesa. Em outra ocasião, um amigo o encontrou perdido e sem dinheiro em Moçambique e o ajudou a voltar para Lisboa.

Camões escreveu graciosos poemas líricos expressando sentimentos de profunda solidão e desejos não realizados, homenageando belas mulheres (e, em anos posteriores, lhe foram atribuídos mais poemas do que aqueles que ele realmente escreveu). Seu grande épico, Os lusíadas, foi publicado em Lisboa, em 1572. Lusíadas deriva de Lusitânia, o antigo nome romano para Portugal, e o poeta reconta toda a história de seu país até o momento da partida de Vasco da Gama em 1497. Os deuses do Olimpo acompanham com interesse a expedição, sendo que Vênus a apoia e Baco se opõe. Os versos contam como as caravelas chegaram à Índia e finalmente voltaram em segurança para casa, acompanhadas por graciosas ninfas. Uma delas prevê as futuras conquistas portuguesas. Fortemente partidário da Igreja católica (e opositor dos ingleses), Camões justificava o imperialismo português.

Os lusíadas foi dedicado ao rei Sebastião de Portugal, e Camões foi premiado com uma pensão do governo. Também escreveu peças e sua obra exerceu uma poderosa influência sobre a literatura portuguesa e brasileira.

Fonte: PATRICK, Julian (ed.). 501 Grandes Escritores. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

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