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Literatura

Santo Agostinho


Santo Agostinho, de Filippino Lippi, 1490

“Conceda-me a castidade e a continência, mas ainda não.” – Confissões, VII, vii

Nascimento: Aurelius Augustinus, 13 de novembro de 354 (Tagaste, Numídia). Morte: 28 de agosto de 430 (Hipona, Numídia, atual Argélia).

Estilo e gênero: A análise de Santo Agostinho sobre o lado emocional da experiência cristã diante do pecado permanece insuperável.

Principais obras: Autobiografia:  Confissões, 397-398; Obras teológicas: A cidade de Deus, 413-426

O pai de Agostinho era pagão, mas sua mãe (Santa Mônica) era uma cristã devota que exerceu grande influência sobre o filho. Ao ler Hortensius, de Cícero, Agostinho tornou-se profundamente interessado em filosofia. Converteu-se à religião maniqueísta, da qual manteve alguns princípios depois de abrir sua própria escola de retórica em Roma. Durante esse período, teve um filho (Adeodato) com uma mulher que seria sua concubina por mais de 15 anos. Em Milão, recebeu a oferta de um cargo de professor e sofreu as influências do neoplatonismo e dos sermões de Santo Ambrósio.

Depois de intensos conflitos interiores, Agostinho renunciou a todos os seus credos pouco ortodoxos e devotou-se inteiramente ao serviço de Deus e às práticas do sacerdócio, entre elas a castidade. De acordo com seu próprio relato, levou uma vida de pecado até a conversão ao cristianismo, aos 32 anos. Ele retrata de forma comovente suas lutas espirituais e a busca pela verdade nas Confissões, escritas com profunda introspecção para a edificação dos leitores.

Ao voltar para a África do norte, Agostinho converteu a casa da família em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos. Começou então a trabalhar nos 22 livros de A cidade de Deus, tarefa que o ocuparia por quase 14 anos. Os livros foram escritos para restaurar a confiança de seus companheiros cristãos, seriamente abalada depois do saque de Roma pelos visigodos em 410. Na obra, ele estabeleceu a alegoria de duas cidades: uma celestial, composta pelos virtuosos na terra e os santos no céu, vivendo de acordo com a vontade de Deus, e outra terrena, guiada por princípios egoístas e carnais. Agostinho morreu aos 75 anos, enquanto os invasores vândalos cercavam a cidade de Hipona.

Fonte: PATRICK, Julian (ed.). 501 Grandes Escritores. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

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