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Ciência, História

Nova espécie indica que dinossauros vieram da América do Sul


Estudo na revista ‘Science’ apresenta ‘elo perdido’ entre carnívoros do Jurássico e ancestrais sul-americanos.

Tawa hallae reúne traços de terópodos e do Herrerasauro

Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.

Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.

“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”

Um estudo publicado na edição da revista científica Science que circula nesta sexta-feira sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

Segundo a descrição dos pesquisadores, Tawa media cerca de 70 cm na altura da cintura e 2 metros da cabeça à cauda. Estima-se que tenha vivido há cerca de 214 milhões de anos, mais ou menos na mesma época que o herrerassauro.

De acordo com o estudo, as duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham traços bastante parecidos, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa possui características dos terópodos que estão ausentes no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.

Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, extintos há 65 milhões de anos, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e certos traços pélvicos.

“Tawa é um bom exemplo de fóssil que preenche o que chamamos de lacuna morfológica”, disse Nesbitt.

Em um exemplo raro, a equipe de pesquisadores americanos encontrou o esqueleto de Tawa extraordinariamente bem preservado junto com o de outras espécies em um sítio no Estado americano de Novo México.

Entretanto, a análise dos fósseis sugeriu que os três esqueletos pertenciam a espécies distantes, que haviam migrado da hoje América do Sul para a hoje América do Norte quando os cinco continentes ainda estavam unidos em uma massa continental única chamada Pangeia.

“Acreditamos que todos os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia que se tornou a América do Norte no fim do período Triássico, e podem até ter passado. Mas por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano”, disse o coautor do estudo Randall Irmis, da Universidade e do Museu de História Natural de Utah.

Segundo os cientistas, as descobertas sugerem a existência de outros movimentos de dispersão de dinossauros a partir da América do Sul.

Via G1

Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.

Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.

“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”

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