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Ciência, Meio Ambiente

Dados preliminares mostram buraco de ozônio dentro da média


Como em todos os anos, a partir do mês de agosto o buraco na camada de ozônio começa a se formar sobre o pólo Sul. Neste ano, as primeiras análises feitas por dados de satélites mostram que até 10 de setembro o tamanho da falha não parece ter diminuído, apesar dos esforços mundiais.

A imagem acima apresenta duas amostras compostas da concentração de ozônio sobre a região Antártica em 2008 e até setembro de 2009. Medido em unidades Dobson, o déficit do gás é visto na coloração roxa e foram coletados pelo instrumento de monitoramento de ozônio a bordo do satélite Aura, da Nasa.

“Observamos que o buraco na camada de ozônio em 2009 está dentro da média da última década”, disse o pesquisador Paul Newman, ligado ao Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Apesar de parecer menor, ainda temos quatro semanas de coleta de dados e não sabemos ao certo como será o resultado até o final do período. Não dá para saber se o buraco vai se manter assim ou se vai crescer. Até agora está dentro da média”.

Anualmente, o buraco na camada de ozônio começa a crescer em agosto e atinge seu ápice entre setembro e outubro.

Estabilizado
O dia 16 de setembro marcou o Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio, quando o Protocolo de Montreal foi assinado para banir o uso de produtos químicos que formam o buraco, especialmente os clorofluorcarbonos, ou CFCs.

Os estudos mais recentes mostram que o tamanho anual no buraco da camada de ozônio está estabilizado, enquanto o nível das substâncias causadoras caiu cerca de 4% desde 2001. No entanto, uma vez que as principais substâncias responsáveis pelo fenômeno – clorina e brometo de metilo – têm longo tempo de vida, uma recuperação significativa da camada só será observada após 2020.

Unidades Dobson
A camada de ozônio é medida através de Unidades Dobson (DU) e é calculada medindo-se a área e a profundidade da camada em determinada região. Um buraco é definido quando os níveis na região avaliada situam-se abaixo de 220 unidades Dobson. A unidade descreve a espessura da camada de ozônio contida em uma coluna diretamente acima de um ponto qualquer, a 0ºC e sob a pressão de uma atmosfera. Um valor de 300 Unidades Dobson equivale a uma camada de ozônio de 3 milímetros de espessura.

Buraco na Camada
O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre na região da Antártida somente entre agosto e início de novembro durante a primavera no hemisfério sul e apesar do nome, não se trata propriamente de um “buraco” e sim a de um afinamento da espessura (rarefação) da ozonosfera, localizada entre 16 e 30 quilômetros de altitude. Essa camada apresenta cerca de 20 km de espessura e contém aproximadamente 90% de todo do ozônio que existe na atmosfera.

Em meados de novembro e dezembro, em função do aumento gradual da temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao centro. Esse ar trás consigo o ozônio para a alta atmosfera na região do buraco, que tem seus níveis de gás normalizados até a chegada da próxima primavera.

Causas
A ozonosfera é uma camada que age como um filtro solar, impedindo que níveis elevados de raios ultravioleta atinjam a Terra. A diminuição ou aumento da espessura dessa camada ocorre naturalmente devido às variações normais da temperatura e das dinâmicas atmosféricas, mas é tremendamente amplificada pelas atividades humanas.

O buraco na camada de ozônio foi reconhecido pela primeira vez em 1985 e durante a última década, em escala global a camada perdeu 0.3% de sua espessura a cada ano, aumentando significativamente os riscos de câncer de pele, cataratas e causando danos à vida marinha.

A diminuição da camada é causada pela presença de elementos que destroem o ozônio, como a clorina e o brometo de metilo, e principalmente pelos gases originados de produtos criados pelo homem, como os clorofluorcarbonos ou CFCs. Conhecido como gás freon, o CFC é usado em grande escala na produção de aerossóis, refrigeradores e produtos de limpeza. Apesar de ainda estar presente na atmosfera, sua concentração vem diminuindo graças ao Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987. Nele, os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que reconhecidamente causam danos à camada.

Via Apolo 11

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