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Ruínas e relíquias históricas do Iraque sofrem com novas pilhagens

Sítios arqueológicos no país não têm mínimas condições de segurança. Não há esperança de que peças roubadas sejam recuperadas no futuro.

Beduínos observam tumba suméria violada em Dhahir, sul do iraque. (Foto: Holly Pickett/New York Times)

A pilhagem das ruínas antigas do Iraque está ocorrendo novamente. Desta vez, ela não vem como resultado do caos que se seguiu à invasão dos Estados Unidos, em 2003, mas da indiferença burocrática do novo governo soberano no país.

Milhares de sítios arqueológicos – contendo alguns dos mais antigos tesouros da civilização – foram deixados sem proteção, permitindo o que as autoridades da comissão de antiguidades do Iraque dizem ser um reinício de escavações audaciosamente ilegais, especialmente no sul do Iraque.

A nova força policial de antiguidades, criada em 2008 para substituir as tropas dos EUA que se retiravam, deveria ter mais de 5 mil policiais até agora. Ela tem 106, apenas o bastante para proteger seu quartel general – uma mansão da era otomana às margens orientais do rio Tigre, em Bagdá.

“Estou sentado em minha mesa e estou protegendo as ruínas”, afirmou com exasperação o comandante da força, o brigadeiro-general Najim Abdullah al-Khazali. “Com o quê? Palavras?”

O fracasso em recrutar e usar a força (e as consequentes pilhagens) reflete uma fraqueza mais ampla nas instituições de estado e lei do Iraque, enquanto o exército norte-americano se retira de forma constante – deixando para trás um legado de incerteza.

Muitos dos ministérios do Iraque continuam frágeis, minados pela corrupção, pelas divisões incertas de poder e recursos e pela paralisia política que consumiu o governo antes e depois das eleições deste ano.

No caso das ruínas antigas do Iraque, o custo foi a perda incalculável de artefatos da civilização da Mesopotâmia, uma história que os líderes do Iraque frequentemente evocam como parte da antiga e, antecipando as pesquisas arqueológicas e o turismo, futura grandeza do país.

“As pessoas que tomam essas decisões falam tanto sobre história em seus discursos e conferências”, afirmou o diretor da Comissão Estadual de Antiguidades e Patrimônio, Qais Hussein Rashid, referindo-se às dificuldades da nova força policial, “mas não fazem nada”.

As pilhagens não foram retomadas na escala dos anos imediatamente subsequentes à invasão dos EUA, em 2003, quando os saqueadores – ladrões de túmulos, basicamente – atacaram locais de todo o país, deixando para trás crateras onde existiram cidades sumérias, acadianas, babilônicas e persas.

Mesmo assim, autoridades e arqueólogos relataram dúzias de novas escavações durante o ano passado, coincidindo com a retirada das tropas americanas, que até 2009 conduziam operações conjuntas com a polícia iraquiana em muitas regiões hoje sendo atacadas, mais uma vez, por saqueadores. A polícia das antiguidades afirma não ter recursos nem mesmo para manter registros das pilhagens relatadas.

Aqui, a pilhagem é evidente nos fragmentos da civilização – pedaços de cerâmica, vidro e pedra esculpida – espalhados por uma extensão do deserto que já foi uma cidade suméria de comércio, conhecida como Dubrum.

Os vasos, tigelas e outras peças são destruídas e descartadas por saqueadores que buscam ouro, joias e cilindros ou placas cuneiformes que são fáceis de contrabandear e revender, segundo Abdulamir al-Hamdani, ex-inspetor de antiguidades na província de Dhi Qar. A cidade mais próxima, Farj, é notória por seu mercado negro de antiguidades saqueadas, disse ele.

“Para mim, para você, tudo aquilo não tem preço”, disse ele. “Mas, para eles, o que não pode ser vendido no mercado é inútil”.

O sítio de Dubrum – que se esparrama por quilômetros numa região pouco povoada – é marcado por centenas de trincheiras, algumas com mais de 3,5 m de profundidade. No fundo de algumas delas é possível ver os tijolos de tumbas, marcando a área como um cemitério.

Al-Hamdani disse que as tumbas são os alvos mais bem avaliados – para arqueólogos e saqueadores.

Muitas das trincheiras datam do caos pós-invasão, mas outras foram recém-cavadas. No mês passado, alguém usou um trator e fez um corte de meio metro no deserto, revelando os tijolos e o betume de uma escada possivelmente levando a outro cemitério. Os materiais datavam ao período babilônico, no século VII a.C.

Adaptado do G1

Nova espécie indica que dinossauros vieram da América do Sul

Estudo na revista ‘Science’ apresenta ‘elo perdido’ entre carnívoros do Jurássico e ancestrais sul-americanos.

Tawa hallae reúne traços de terópodos e do Herrerasauro

Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.

Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.

“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”

Um estudo publicado na edição da revista científica Science que circula nesta sexta-feira sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

Segundo a descrição dos pesquisadores, Tawa media cerca de 70 cm na altura da cintura e 2 metros da cabeça à cauda. Estima-se que tenha vivido há cerca de 214 milhões de anos, mais ou menos na mesma época que o herrerassauro.

De acordo com o estudo, as duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham traços bastante parecidos, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa possui características dos terópodos que estão ausentes no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.

Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, extintos há 65 milhões de anos, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e certos traços pélvicos.

“Tawa é um bom exemplo de fóssil que preenche o que chamamos de lacuna morfológica”, disse Nesbitt.

Em um exemplo raro, a equipe de pesquisadores americanos encontrou o esqueleto de Tawa extraordinariamente bem preservado junto com o de outras espécies em um sítio no Estado americano de Novo México.

Entretanto, a análise dos fósseis sugeriu que os três esqueletos pertenciam a espécies distantes, que haviam migrado da hoje América do Sul para a hoje América do Norte quando os cinco continentes ainda estavam unidos em uma massa continental única chamada Pangeia.

“Acreditamos que todos os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia que se tornou a América do Norte no fim do período Triássico, e podem até ter passado. Mas por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano”, disse o coautor do estudo Randall Irmis, da Universidade e do Museu de História Natural de Utah.

Segundo os cientistas, as descobertas sugerem a existência de outros movimentos de dispersão de dinossauros a partir da América do Sul.

Via G1

Um estudo publicado na edição da revista científica “Science” que circula nesta sexta-feira (11) sugere que os dinossauros surgiram na região que hoje compreende a América do Sul e só depois se espalharam pelo mundo.

O estudo apresentou uma nova espécie de dinossauro, o Tawa hallae, que preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e seus ancestrais, como o herrerassauro, descoberto na Argentina nos anos 1960.

Há muito tempo os cientistas se perguntam se alguns traços comuns que aparecem nos terópodos se desenvolveram de maneira independente ou se eles faziam parte de um mesmo grupo, no qual as características foram passando de espécie para espécie.

“Havia tão poucas espécies dos primeiros terópodos que era difícil responder a essa questão”, disse o coordenador do estudo, Sterling Nesbitt, da Universidade de Austin, no Texas. “Agora, com Tawa, achamos ter encontrado a resposta.”

Arqueólogos amadores encontram maiores pegadas de dinossauro do mundo

Uma dupla de caçadores amadores de fósseis da França descobriu o que se acredita serem as maiores pegadas de dinossauro já encontradas no mundo.

Marie-Helène Marcaud e Patrice Landry ao lado de uma das pegadas (Foto: CNRS Photothèque/Hubert Raguet)

Marie-Helène Marcaud e Patrice Landry ao lado de uma das pegadas (Foto: CNRS Photothèque/Hubert Raguet)

A descoberta de Marie-Helène Marcaud e Patrice Landry, no vilarejo de Plagne, perto de Lyon, em abril, foi confirmada na terça-feira por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês).

Segundo os cientistas, as pegadas se estendem por uma distância de centenas de metros e foram deixadas por saurópodes – herbívoros gigantes de pescoço comprido.

“Vamos fazer mais escavações nos próximos anos e esperamos que elas revelem que o sítio arqueológico de Plagne é um dos maiores do tipo no mundo”, disse Jean-Michel Mazin, pesquisador do CNRS.

Jurássico

Os cientistas informaram que as pegadas têm formas circulares com diâmetros que variam de 1,2 metro a 1,5 metro, o que significa que foram deixadas por animais de até 40 toneladas, e com mais de 25 metros de comprimento.

As bordas das pegadas têm um sedimento calcáreo, que data do período Jurássico (há cerca de 150 milhões de anos), quando a região era coberta por um mar morno e raso.

Apesar de o rastro ter sido deixado por animais gigantescos, eles não foram os maiores dinossauros já conhecidos.

Alguns cientistas acreditam que o Amphicoelias fragilimus, também da família dos saurópodes, pesavam até 122 toneladas e teriam de 40 a 60 metros de comprimento.

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