Arquivado em: Citações, Filosofando, Literatura | Tags: abelha, Ben Jonson, castor, Citações, Filosofando, ganso, lírio, Literatura, mel, neve, urze
Você já viu um único lírio crescer?
Antes mesmo que mãos rudes o tenham tocado?
Você já andou pela neve,
Antes que a terra a tenha maculado?
Você já sentiu o pêlo de um castor,
Ou as penas de um ganso, alguma vez?
Já cheirou o botão de uma urze
Ou sentiu o nardo no fogo?
Você já provou a bolsa de mel da abelha?
Tão branca, tão suave
Tão doce ela é.Ben Jonson, 1572-1637
Arquivado em: Citações, Filosofando, Literatura, Sociedade | Tags: Alice no País das Maravilhas, caminho, citação, Citações, Filosofando, gato, Lewis Carroll, Literatura, Sociedade
“Pode me dizer, por favor, que caminho devo pegar?”
“Depende de para onde você quer ir”, disse o gato.
“Não me importa muito onde…”, disse Alice.
“Então não importa o caminho que você pegue”, respondeu o gatoAlice no País das Maravilhas
Lewis Carroll
Arquivado em: Filosofando, Literatura, Sociedade | Tags: Religião, Filosofando, Literatura, Sociedade, ética, moral, O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde, toda influência é imoral, influência, imoral, personalidade, pecado, coragem
Boa influência é coisa que não existe. Toda influência é imoral… imoral do ponto de vista científico.
Influenciar uma pessoa é emprestar-lhe a nossa alma. Essa pessoa deixa de ter ideias próprias, de vibrar com as suas paixões naturais. As suas qualidades não são verdadeiras. Os seus pecados, se é que existe o que se chama de pecado, vêm-lhe de outrem. Essa pessoa torna-se o eco da música de outra pessoa, intérprete de um papel que não foi escrito para ela. A finalidade da vida é para cada um de nós o aperfeiçoamento, a realização plena da nossa personalidade. Hoje, cada qual tem medo de si próprio; esquece o maior dos deveres: o dever que tem consigo mesmo. Naturalmente, o homem é caridoso. Dá de comer ao faminto, veste o maltrapilho. Mas a sua alma é que sofre fome e anda nua. A coragem abandonou a nossa raça. Talvez nunca a tenhamos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião… eis as duas coisas que nos governam. Contudo sou de parecer que se o homem vivesse plena e totalmente a sua vida, desse forma a todo sentimento, expressão a toda ideia, realidade a todo devaneio… creio que o mundo receberia um novo impulso eufórico, um impulso de alegria que nos faria esquecer todos os males do medievalismo e voltar aos ideais helênicos… talvez a algo mais belo e mais rico do que o próprio ideal helênico. Mas o mais valoroso dos seres humanos tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem subsiste tragicamente na renúncia que nos estraga a vida. Somos punidos pelo que enjeitamos. Todo impulso que nos empenhamos em sufocar incuba no nosso espírito e nos envenena. Peque o corpo uma vez, e estará livre do pecado, porque a ação tem um dom purificador. Nada restará então, salvo a lembrança de um prazer; ou a volúpia de um arrependimento. A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe. Resistamo-lhe, e a nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmos, do que as suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilegítimo. Tem-se dito que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. Também é no cérebro, e só nele, que ocorrem os grandes pecados do mundo.
O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
Arquivado em: Literatura | Tags: contos, contos no bosque, lenda do casarão, lendas, Literatura
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A Libação dos Portadores – Ésquilo
Ó, o tormento produziu na raça humana,
o opressivo grito da morte
e a pulsação que atinge a veia,
a hemorragia que ninguém pode estancar, a mágoa,
a maldição que nenhum homem pode suportar.
Mas há uma cura dentro da casa,
e não fora dela, não,
não de outros, e sim deles,
da briga sangrenta deles. Cantamos a ti,
deuses negros debaixo da terra.
Agora ouvi vós, poderes bem-aventurados debaixo do solo – respondei o chamado, enviai ajuda
Abençoai as criança, dê-lhes agora o triunfo.
Arquivado em: Literatura | Tags: céu, Literatura, Marsílio Ficino, o homem do renascimento
“Quem pode negar que o homem possui quase o mesmo gênio que o Autor dos céus? E quem pode negar que o homem também poderia, de algum modo, criar os céus se obtivesse os instrumentos e o material celeste, pois até agora o faz, se bem que com um material diferente mas ainda segundo uma mesma ordem?”
escrito por Marsílio Ficino no século XV, extraído de: HELLER, Agnes. O homem do Renascimento. Lisboa: Presença, 1982.
Arquivado em: Literatura | Tags: Literatura, Mais Frutos da Solidão, poema, poesia, William Penn
Mais Frutos da Solidão – William Penn
A morte nada mais é que cruzar o mundo, como os amigos fazem com os mares; eles ainda vivem mutuamente. Pois é necessário a presença, para amar e viver no que é onipresente. Neste vidro divino, eles ficam cara a cara; e a conversa deles é livre, e também pura. Este é o conforto da amizade, apesar de lhes ter sido dito que morreriam, ainda assim a amizade e sociedade deles são, de certo modo, sempre presentes, por ser imortal.
Arquivado em: Literatura, Tecnologia | Tags: biblioteca brasiliana Guita e José Mindlin, biblioteca particular, biblioteca virtual, brasiliana, digitalização de livros, livros, obras raras
Obras raras podem ser consultadas pela internet.
Trabalho é feito por robô que ‘lê’ 2,4 mil páginas por hora.
Para quem temia que os livros sumiriam na era da internet, uma boa notícia: o tradicional e o virtual viraram aliados.
A biblioteca brasiliana Guita e José Mindlin está sendo digitalizada. O acervo é um tesouro formado durante 80 anos por José Mindlin, de 94 anos. E ele está doando tudo.
“A idéia da biblioteca ser parte da universidade e ser pública prevaleceu desde o início. Eu sou, durante todos esses anos, conservador dos livros, guardião dos livros”, diz ele.
Agora, esses livros começam a se transformar em páginas virtuais. Quem faz esse trabalho é um robô que “lê” 2.400 páginas por hora. Três mil documentos já podem ser acessados pelo computador.
Mas a biblioteca virtual brasiliana será muito mais do que isso. São 25 mil títulos. Livros feitos no Brasil e sobre o Brasil, preciosidades desde o século 16. Entre eles, estão a primeira edição do livro de viagens de Hans Staden, a primeira dos 17 volumes dos sermões do Padre Antonio Vieira, as primeiras edições dos livros de Machado de Assis, muitos autografados. Os brasileiros terão acesso a tudo isso gratuitamente, via internet.
A primeira edição de “Helena”, de Machado de Assis, tem uma dedicatória a um amigo e já está na rede. Textos produzidos no século 19, na época da abolição, também. Todas essas raridades estão disponíveis do site da biblioteca (www.brasiliana.usp.br).
Do G1
Que me importa o beco,
a ausência de paisagem,
o fim da linha e a ausência
de horizonte?
O que eu vejo é a glória.
Ledusha Spinardi
























