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O gigantesco acelerador de partículas batizado de Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, se tornou novamente, nesta sexta-feira, um dos lugares mais frios do universo.

O LHC operou pela primeira vez em setembro de 2008
Todos os oito setores do túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC estão operando a uma temperatura de -271ºC (ou 1.9 kelvin) – mais frio do que o espaço profundo.
A temperatura atingida pelo LHC é pouco superior ao “zero absoluto” (-273,15°C), a mais baixa possível. Em regiões remotas do espaço sideral, a temperatura é de cerca de -270°C.
Para atingir essa temperatura, os cientistas usaram hélio líquido.
Big Bang
O acelerador, cujo custo é estimado em US$8 bilhões, começou a operar em setembro de 2008 na fronteira franco-suíça. Mas o aparelho apresentou um problema de vazamento e teve que ser novamente aquecido para possibilitar o conserto.
O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. A liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas simularia as condições após a explosão que deu origem ao universo
No experimento realizado em 19 de setembro de 2008, os engenheiros circularam partículas de prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC.
Após o sucesso dessa primeira parte, o próximo passo será projetar outras partículas na direção oposta para que possam colidir, recriando as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.
Segundo os cientistas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), que opera o aparelho, o LHC deve voltar a funcionar em novembro, mas os choques de alta energia só devem ocorrer a partir de janeiro.
BBC
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Alguns querem fazer crer que um colisão interplanetária acabará com a vida na Terra
Definitivamente o fim não está próximo. O cientista da NASA David Morrison está tentando dissipar os boatos amplamente divulgados de eventos cósmicos que levarão ao fim da vida na Terra, se não mesmo destruir o planeta, em 21 de dezembro de 2012.
Morrison aborda especificamente o mito de que um planeta imaginário chamado Nibiru irá colidir com a Terra, mas também outros rumores persistentes de que a atividade solar, alinhamentos com o centro de nossa galáxia e outros fenômenos astronômicos vão causar estragos no planeta azul e a vida terminaria. Morrison afirma que a razão mais convincente para acreditar que Nibiru não irá acabar com a Terra em 2012 é que o planeta não existe.
Ainda há a teoria da inversão polar magnética, em que a polaridade magnética sofreria mudanças. Este fato é um fenômeno real, acontecendo de forma irregular a cada 400.000 anos, em média. Mas, até onde a ciência pode dizer, isso não prejudicaria a vida na terra, não reverteria a rotação do planeta, nem há qualquer razão para acreditar que uma reversão é iminente em 2012, como muitos sites querem fazer crer.
Enquanto o mundo certamente poderia terminar em 2012 (ou antes, ou depois disso), a ciência simplesmente diz: “não acredite nisso.”
Via POPSCI
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Um estudo recente, publicado na última edição da revista científica New Scientist, desenhou o novo perfil da mulher do futuro: mais baixa, mais gorda e mais fértil do que a de hoje em dia.
O novo modelo feminino é previsto com base na maneira como o processo evolutivo atua nos seres humanos. Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale e outros cientistas trabalharam com o histórico médico de mais de 14.000 moradoras da cidade de Framingham, em Massachusetts (EUA), desde 1948.
O objetivo era avaliar se as diferenças na reprodução podem selecionar os humanos com maior aptidão e seus genes e qual a força dessa seleção natural para moldar características fisiológicas.
A equipe estudou 2.238 mulheres após a menopausa, cruzando os dados com suas vidas reprodutivas. Foram testados altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras informações referentes ao número de filhos que elas tiveram.
Constatou-se, então, que mulheres pequenas e mais gordas eram mais propensas a ter mais crianças, em geral, mais altos e mais magros. Pacientes com colesterol e pressão baixos tiveram mais filhos e entraram na menopausa mais tarde. As mesmas características ainda foram passadas para suas filhas e as demais gerações.
Segundo Stearns, se essa tendência persistir por dez gerações, a mulher do ano 2409 será, em média, 2 centímetros mais baixa e 1 quilo mais pesada, seu primeiro filho nascerá cinco meses mais cedo e ela entrará na menopausa dez meses mais tarde, na comparação com as habitantes femininas do mundo atual.
Evolução – De acordo com a New Scientist, a pesquisa da equipe de Stephen Stearns pode ser vista como “a mais detalhada medição da evolução humana atual”, por trabalhar com avaliações diretas do sucesso reprodutivo – ao contrário de levantamentos anteriores, feitos a partir de diferenças geográficas nas frequências de genes.
VejaOnline
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Há muito tempo físicos preveem que o universo acabará na chamada “morte térmica”, estado em que terá utilizado toda a sua energia e não poderá mais sustentar nenhum movimento. Porém, novos cálculos realizados por uma equipe de físicos australianos mostram que a morte térmica pode chegar mais cedo do que os cientistas acreditavam.
A morte térmica é baseada no conceito da entropia, que afirma que estados desordenados são mais estáveis que aqueles ordenados. Em uma experiência da vida real, por exemplo, pode se dizer que é mais fácil quebrar uma janela de vidro (estado ordenado) do que reorganizá-la ou criar uma nova janela – estado desordenado – ou seja, a janela permanecerá quebrada. Na escala do universo, sistemas complexos como estrelas, planetas e galáxias são como a janela de vidro, e os novos cálculos mostram que buracos negros supermassivos estão quebrando-os mais rapidamente do que imaginávamos.
Já era de conhecimento dos físicos que os buracos negros contribuem com a entropia do universo ao quebrar a matéria e energia em seus turbilhões gravitacionais, mas os cálculos sempre mostraram o nível da desordem com base nos buracos negros menores e mais frequentes.

Entretanto, o novo cálculo leva em consideração o poder destrutivo dos buracos negros supermassivos, que podem consumir galáxias inteiras. Os cientistas australianos descobriram que os cálculos antigos subestimavam quanto do universo esses buracos negros já “engoliram”.
Porém, não é preciso começar a se preocupar com o fim do mundo: em uma escala humana, é como se o cálculo anterior afirmasse que o universo fosse morrer aos 90 anos. O novo cálculo descobriu que ele está mais próximo desta idade do que dos 50 anos. Mas é claro que as estimativas envolvem a morte térmica para daqui a bilhões de anos, então o universo ainda tem um bom tempo para aproveitar a velhice.
Fonte: U.S. News
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Arqueólogos britânicos exploram os vestígios de uma cidade submersa na Grécia há cinco mil anos.
As ruínas de Pavlopetri, localizada perto da costa da cidade de Lacônia, foram decobertas há 40 anos, mas só agora especialistas estão desvendando os mistérios do local.
O arqueólogo submarino Jon Henderson da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, comanda um grupo de especialistas que trabalham com o governo grego para retomar os trabalhos da expedição pioneira, liderada pela Universidade de Cambridge.
O arqueólogo Nicholas Flamming foi o primeiro a mapear a região em 1968 e agora se uniu à equipe para ajudar na exploração da cidade submersa.
Hoje se sabe que Pavlopetri é pelo menos um milênio mais velha do que se imaginava. Em vez de quatro, tem cinco mil anos.
Nos próximos cinco anos os arqueólogos vão fazer um mergulho no tempo para descobrir quem viveu em Pavlopetri e por que a cidade desapareceu.
BBC
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Como em todos os anos, a partir do mês de agosto o buraco na camada de ozônio começa a se formar sobre o pólo Sul. Neste ano, as primeiras análises feitas por dados de satélites mostram que até 10 de setembro o tamanho da falha não parece ter diminuído, apesar dos esforços mundiais.

A imagem acima apresenta duas amostras compostas da concentração de ozônio sobre a região Antártica em 2008 e até setembro de 2009. Medido em unidades Dobson, o déficit do gás é visto na coloração roxa e foram coletados pelo instrumento de monitoramento de ozônio a bordo do satélite Aura, da Nasa.
“Observamos que o buraco na camada de ozônio em 2009 está dentro da média da última década”, disse o pesquisador Paul Newman, ligado ao Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Apesar de parecer menor, ainda temos quatro semanas de coleta de dados e não sabemos ao certo como será o resultado até o final do período. Não dá para saber se o buraco vai se manter assim ou se vai crescer. Até agora está dentro da média”.
Anualmente, o buraco na camada de ozônio começa a crescer em agosto e atinge seu ápice entre setembro e outubro.
Estabilizado
O dia 16 de setembro marcou o Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio, quando o Protocolo de Montreal foi assinado para banir o uso de produtos químicos que formam o buraco, especialmente os clorofluorcarbonos, ou CFCs.
Os estudos mais recentes mostram que o tamanho anual no buraco da camada de ozônio está estabilizado, enquanto o nível das substâncias causadoras caiu cerca de 4% desde 2001. No entanto, uma vez que as principais substâncias responsáveis pelo fenômeno – clorina e brometo de metilo – têm longo tempo de vida, uma recuperação significativa da camada só será observada após 2020.
Unidades Dobson
A camada de ozônio é medida através de Unidades Dobson (DU) e é calculada medindo-se a área e a profundidade da camada em determinada região. Um buraco é definido quando os níveis na região avaliada situam-se abaixo de 220 unidades Dobson. A unidade descreve a espessura da camada de ozônio contida em uma coluna diretamente acima de um ponto qualquer, a 0ºC e sob a pressão de uma atmosfera. Um valor de 300 Unidades Dobson equivale a uma camada de ozônio de 3 milímetros de espessura.
Buraco na Camada
O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre na região da Antártida somente entre agosto e início de novembro durante a primavera no hemisfério sul e apesar do nome, não se trata propriamente de um “buraco” e sim a de um afinamento da espessura (rarefação) da ozonosfera, localizada entre 16 e 30 quilômetros de altitude. Essa camada apresenta cerca de 20 km de espessura e contém aproximadamente 90% de todo do ozônio que existe na atmosfera.
Em meados de novembro e dezembro, em função do aumento gradual da temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao centro. Esse ar trás consigo o ozônio para a alta atmosfera na região do buraco, que tem seus níveis de gás normalizados até a chegada da próxima primavera.
Causas
A ozonosfera é uma camada que age como um filtro solar, impedindo que níveis elevados de raios ultravioleta atinjam a Terra. A diminuição ou aumento da espessura dessa camada ocorre naturalmente devido às variações normais da temperatura e das dinâmicas atmosféricas, mas é tremendamente amplificada pelas atividades humanas.
O buraco na camada de ozônio foi reconhecido pela primeira vez em 1985 e durante a última década, em escala global a camada perdeu 0.3% de sua espessura a cada ano, aumentando significativamente os riscos de câncer de pele, cataratas e causando danos à vida marinha.
A diminuição da camada é causada pela presença de elementos que destroem o ozônio, como a clorina e o brometo de metilo, e principalmente pelos gases originados de produtos criados pelo homem, como os clorofluorcarbonos ou CFCs. Conhecido como gás freon, o CFC é usado em grande escala na produção de aerossóis, refrigeradores e produtos de limpeza. Apesar de ainda estar presente na atmosfera, sua concentração vem diminuindo graças ao Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987. Nele, os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que reconhecidamente causam danos à camada.
Via Apolo 11
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O Brasil está prestes a ter o seu primeiro laboratório voltado para o estudo da origem e desenvolvimento do Universo. A inauguração está prevista para acontecer em 2010 no Observatório de Abrahão de Moraes, em Valinhos, na região metropolitana de Campinas (SP).

O projeto é vinculado ao Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). As pesquisas devem avançar no campo da busca pela vida fora da Terra, exoplanetas e exoluas, além de possíveis locais habitáveis no Sistema Solar. Para tanto, diversas disciplinas estarão envolvidas como astrononomia, biologia molecular, química, meteorologia, geofísica e geologia.
A grande novidade será a instalação da primeira câmara de simulação de ambientes espaciais do hemisfério Sul que já está em construção no local. “Com a câmara, conseguiremos simular parâmetros de ambientes fora da Terra, como as condições do espaço ou de outros planetas”, conta Douglas Galante, coordenador do projeto.
Será possível entender por exemplo, como um organismo vivo sobreviveria em Marte, recriando características fiéis do planeta dentro do laboratório, controlando variáveis como temperatura, pressão atmosférica e a radiação ultravioleta.
O objetivo do Brasil é disponibilizar o laboratório para pesquisas científicas nacionais e internacionais e assim contribuir para questões em torno da origem do Universo.
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Um cérebro humano artificial pode ser construído dentro dos próximos 10 anos, segundo Henry Markram, um proeminente cientista sul-africano.

Markram já construiu elementos de um cérebro de camundongo
“Não é impossível construir um cérebro humano e podemos fazer isso em 10 anos”, disse Markram, diretor do Blue Brain Project (BBP), à conferência acadêmica global TED na cidade de Oxford, na Inglaterra.
O BBP é um projeto científico internacional, financiado pelo governo suíço e doações de indivíduos, cujo objetivo é construir uma simulação computadorizada do cérebro de mamíferos.
Markram já construiu elementos do cérebro de um camundongo. A equipe do cientista se concentra especificamente na coluna neocortical, conhecida como neocortex.
‘10 mil laptops’
O projeto atualmente tem um modelo de software de dezenas de milhares de neurônios, cada um deles diferente, que os ajudou a construir, artificialmente, uma coluna neocortical.
A equipe coloca os dados gerados pelos modelos junto com alguns algoritimos – uma sequência de instruções para solucionar um problema – em um supercomputador.
“Você precisa de um laptop para fazer todos os cálculos para um neurônio”, disse ele.
“Portanto você precisa de 10 mil laptops”, afirmou.
Em vez disso, a equipe usa um supercomputador com 10 mil processadores.
As simulações já começaram a fornecer pistas aos pesquisadores sobre o funcionamento do cérebro. Elas podem, por exemplo, mostrar ao cérebro uma imagem, como uma flor, e seguir a atividade elétrica da máquina, ou seja, como é feita a representação da imagem.
“Você estimula o sistema e ele cria sua própria representação”, disse ele.
O objetivo é extrair esta representação e projetá-la, permitindo que os pesquisadores vejam diretamente como o cérebro funciona.
Segundo Markram, além de ajudar na compreensão dos mecanismos do cérebro, o projeto pode oferecer novos caminhos para se entender os problemas mentais.
“Cerca de dois bilhões de pessoas no planeta sofrem de distúrbios mentais”, disse o cientista, reforçando os benefícios em potencial do projeto.
Arquivado em: Astronomia, Ciência | Tags: Ciência, labirintos em Marte, Marte, NASA, planeta, vida extraterrestre
A agência espacial americana (Nasa) divulgou mais uma surpreendente imagem em alta resolução do planeta Marte. A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) fotografou diversas camadas de terra entre a formação de dois morros em uma região denominada de labirintos da noite.
A região do planeta é composta por cânions e vales com grande irregularidade. Vista de cima é possível identificar os detalhes da profundidade e da textura entre as camadas. Observando o contraste das cores, existem áreas onde o solo parece ter afundado. Esta composição resulta no aspecto de um labirinto.
Os cientistas acreditam que os labirintos da noite (Labyrinthus Noctis) em Marte tenham sido formados pela atividade vulcânica na região de Tharsis, no equador do planeta.
A imagem foi capturada pela MRO durante o mês de agosto. A sonda espacial explora a superfície de Marte desde 2006.
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Devido ao seu grande tamanho e por sua órbita cruzar o caminho da Terra, Apophis é um dos mais vigiados asteroides do espaço. O objeto deve atingir a máxima aproximação no ano de 2036 e até recentemente tinha uma chance em 45 mil de se chocar contra a Terra. Agora, novos cálculos diminuíram um pouco essa chance, mas a vigília permanece.

Os resultados foram anunciados pelos cientistas Steve Chesley e Paul Chodas, ligados Programa de Objetos Próximo à Terra, NEO, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, durante encontro realizado na Divisão de Ciência Planetária da Sociedade Astronômica Americana, que se realizou em Porto Rico em 8 de outubro. Segundo os pesquisadores, as chances de um impacto no dia 13 de abril de 2036 foram reduzidas em cinco vezes caíram de 1 em 45 mil para 1 em 250 mil
Para chegar a esta conclusão, os cientistas utilizaram os dados observacionais da equipe do astrônomo Dave Tholen, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, que analisou diversas imagens do céu noturno feitas com o telescópio de 2.2 metros de Mauna Kea, também no Havaí, e que ainda não eram conhecidas dos pesquisadores. As observações foram complementadas com dados captados pelo Observatório Steward, no Arizona e pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

Além de refinarem os cálculos orbitais, Chesley e Chodas também identificaram uma terceira aproximação de Apophis para o ano de 2068, com chance de colisão de uma em 330 mil. “Se conseguirmos obter dados de radar em 2013, poderemos antecipar a localização de Apophis pelos próximos 60 anos” disse Jon Giorgini, do JPL. Nesta data Apophis passará a 14.4 milhões de quilômetros e permitirá aos astrônomos melhorar os modelos de trajetória para as próximas passagens.
Apophis
Descoberto em junho de 2004, Apophis tem aproximadamente 400 metros de comprimento e completa uma volta ao redor do Sol a cada 323 dias, cruzando a órbita terrestre duas vezes por ano. Chamado inicialmente de 2004 MN4, a rocha foi definitivamente batizada como 99942 Apophis em julho de 2005, após ter seus parâmetros definitivamente conhecidos.
Apophis, que em grego significa “destruidor”, é hoje o corpo celeste mais vigiado no espaço. Atualmente se localiza a 300 milhões de quilômetros da Terra, com o Sol entre os dois objetos.

2029: Muito perto da Terra
Antes de 2036, Apophis deverá se aproximar bastante da Terra em abril de 2029. Cálculos anteriores mostravam que o asteroide tinha cerca de 3% de chances de atingir a Terra nesta data, mas à medida que os modelos orbitais foram refinados essa possibilidade foi praticamente descartada, mesmo assim o asteroide deverá passar a apenas 29 mil quilômetros de distância da Terra, uma distância menor que a dos satélites geoestacionários.
Impacto
Caso se choque com a Terra, sua massa, velocidade, composição e ângulo de entrada na atmosfera serão suficientes para provocar uma explosão equivalente a 1480 megatoneladas de TNT, o que representa 114 mil vezes a energia liberada pela bomba atômica lançada em 1945 sobre a cidade de Hiroshima e sete vezes mais intenso que explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883. Em termos de destruição seria capaz de desintegrar completamente uma área do tamanho da ilha da Sicília e causar efeitos colaterais na geografia, clima e meio ambiente de mais de 30% do planeta.
Via Apolo11

























