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Alguns querem fazer crer que um colisão interplanetária acabará com a vida na Terra
Definitivamente o fim não está próximo. O cientista da NASA David Morrison está tentando dissipar os boatos amplamente divulgados de eventos cósmicos que levarão ao fim da vida na Terra, se não mesmo destruir o planeta, em 21 de dezembro de 2012.
Morrison aborda especificamente o mito de que um planeta imaginário chamado Nibiru irá colidir com a Terra, mas também outros rumores persistentes de que a atividade solar, alinhamentos com o centro de nossa galáxia e outros fenômenos astronômicos vão causar estragos no planeta azul e a vida terminaria. Morrison afirma que a razão mais convincente para acreditar que Nibiru não irá acabar com a Terra em 2012 é que o planeta não existe.
Ainda há a teoria da inversão polar magnética, em que a polaridade magnética sofreria mudanças. Este fato é um fenômeno real, acontecendo de forma irregular a cada 400.000 anos, em média. Mas, até onde a ciência pode dizer, isso não prejudicaria a vida na terra, não reverteria a rotação do planeta, nem há qualquer razão para acreditar que uma reversão é iminente em 2012, como muitos sites querem fazer crer.
Enquanto o mundo certamente poderia terminar em 2012 (ou antes, ou depois disso), a ciência simplesmente diz: “não acredite nisso.”
Via POPSCI
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Há muito tempo físicos preveem que o universo acabará na chamada “morte térmica”, estado em que terá utilizado toda a sua energia e não poderá mais sustentar nenhum movimento. Porém, novos cálculos realizados por uma equipe de físicos australianos mostram que a morte térmica pode chegar mais cedo do que os cientistas acreditavam.
A morte térmica é baseada no conceito da entropia, que afirma que estados desordenados são mais estáveis que aqueles ordenados. Em uma experiência da vida real, por exemplo, pode se dizer que é mais fácil quebrar uma janela de vidro (estado ordenado) do que reorganizá-la ou criar uma nova janela – estado desordenado – ou seja, a janela permanecerá quebrada. Na escala do universo, sistemas complexos como estrelas, planetas e galáxias são como a janela de vidro, e os novos cálculos mostram que buracos negros supermassivos estão quebrando-os mais rapidamente do que imaginávamos.
Já era de conhecimento dos físicos que os buracos negros contribuem com a entropia do universo ao quebrar a matéria e energia em seus turbilhões gravitacionais, mas os cálculos sempre mostraram o nível da desordem com base nos buracos negros menores e mais frequentes.

Entretanto, o novo cálculo leva em consideração o poder destrutivo dos buracos negros supermassivos, que podem consumir galáxias inteiras. Os cientistas australianos descobriram que os cálculos antigos subestimavam quanto do universo esses buracos negros já “engoliram”.
Porém, não é preciso começar a se preocupar com o fim do mundo: em uma escala humana, é como se o cálculo anterior afirmasse que o universo fosse morrer aos 90 anos. O novo cálculo descobriu que ele está mais próximo desta idade do que dos 50 anos. Mas é claro que as estimativas envolvem a morte térmica para daqui a bilhões de anos, então o universo ainda tem um bom tempo para aproveitar a velhice.
Fonte: U.S. News
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O Brasil está prestes a ter o seu primeiro laboratório voltado para o estudo da origem e desenvolvimento do Universo. A inauguração está prevista para acontecer em 2010 no Observatório de Abrahão de Moraes, em Valinhos, na região metropolitana de Campinas (SP).

O projeto é vinculado ao Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). As pesquisas devem avançar no campo da busca pela vida fora da Terra, exoplanetas e exoluas, além de possíveis locais habitáveis no Sistema Solar. Para tanto, diversas disciplinas estarão envolvidas como astrononomia, biologia molecular, química, meteorologia, geofísica e geologia.
A grande novidade será a instalação da primeira câmara de simulação de ambientes espaciais do hemisfério Sul que já está em construção no local. “Com a câmara, conseguiremos simular parâmetros de ambientes fora da Terra, como as condições do espaço ou de outros planetas”, conta Douglas Galante, coordenador do projeto.
Será possível entender por exemplo, como um organismo vivo sobreviveria em Marte, recriando características fiéis do planeta dentro do laboratório, controlando variáveis como temperatura, pressão atmosférica e a radiação ultravioleta.
O objetivo do Brasil é disponibilizar o laboratório para pesquisas científicas nacionais e internacionais e assim contribuir para questões em torno da origem do Universo.
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A agência espacial americana (Nasa) divulgou mais uma surpreendente imagem em alta resolução do planeta Marte. A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) fotografou diversas camadas de terra entre a formação de dois morros em uma região denominada de labirintos da noite.
A região do planeta é composta por cânions e vales com grande irregularidade. Vista de cima é possível identificar os detalhes da profundidade e da textura entre as camadas. Observando o contraste das cores, existem áreas onde o solo parece ter afundado. Esta composição resulta no aspecto de um labirinto.
Os cientistas acreditam que os labirintos da noite (Labyrinthus Noctis) em Marte tenham sido formados pela atividade vulcânica na região de Tharsis, no equador do planeta.
A imagem foi capturada pela MRO durante o mês de agosto. A sonda espacial explora a superfície de Marte desde 2006.
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Devido ao seu grande tamanho e por sua órbita cruzar o caminho da Terra, Apophis é um dos mais vigiados asteroides do espaço. O objeto deve atingir a máxima aproximação no ano de 2036 e até recentemente tinha uma chance em 45 mil de se chocar contra a Terra. Agora, novos cálculos diminuíram um pouco essa chance, mas a vigília permanece.

Os resultados foram anunciados pelos cientistas Steve Chesley e Paul Chodas, ligados Programa de Objetos Próximo à Terra, NEO, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, durante encontro realizado na Divisão de Ciência Planetária da Sociedade Astronômica Americana, que se realizou em Porto Rico em 8 de outubro. Segundo os pesquisadores, as chances de um impacto no dia 13 de abril de 2036 foram reduzidas em cinco vezes caíram de 1 em 45 mil para 1 em 250 mil
Para chegar a esta conclusão, os cientistas utilizaram os dados observacionais da equipe do astrônomo Dave Tholen, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, que analisou diversas imagens do céu noturno feitas com o telescópio de 2.2 metros de Mauna Kea, também no Havaí, e que ainda não eram conhecidas dos pesquisadores. As observações foram complementadas com dados captados pelo Observatório Steward, no Arizona e pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

Além de refinarem os cálculos orbitais, Chesley e Chodas também identificaram uma terceira aproximação de Apophis para o ano de 2068, com chance de colisão de uma em 330 mil. “Se conseguirmos obter dados de radar em 2013, poderemos antecipar a localização de Apophis pelos próximos 60 anos” disse Jon Giorgini, do JPL. Nesta data Apophis passará a 14.4 milhões de quilômetros e permitirá aos astrônomos melhorar os modelos de trajetória para as próximas passagens.
Apophis
Descoberto em junho de 2004, Apophis tem aproximadamente 400 metros de comprimento e completa uma volta ao redor do Sol a cada 323 dias, cruzando a órbita terrestre duas vezes por ano. Chamado inicialmente de 2004 MN4, a rocha foi definitivamente batizada como 99942 Apophis em julho de 2005, após ter seus parâmetros definitivamente conhecidos.
Apophis, que em grego significa “destruidor”, é hoje o corpo celeste mais vigiado no espaço. Atualmente se localiza a 300 milhões de quilômetros da Terra, com o Sol entre os dois objetos.

2029: Muito perto da Terra
Antes de 2036, Apophis deverá se aproximar bastante da Terra em abril de 2029. Cálculos anteriores mostravam que o asteroide tinha cerca de 3% de chances de atingir a Terra nesta data, mas à medida que os modelos orbitais foram refinados essa possibilidade foi praticamente descartada, mesmo assim o asteroide deverá passar a apenas 29 mil quilômetros de distância da Terra, uma distância menor que a dos satélites geoestacionários.
Impacto
Caso se choque com a Terra, sua massa, velocidade, composição e ângulo de entrada na atmosfera serão suficientes para provocar uma explosão equivalente a 1480 megatoneladas de TNT, o que representa 114 mil vezes a energia liberada pela bomba atômica lançada em 1945 sobre a cidade de Hiroshima e sete vezes mais intenso que explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883. Em termos de destruição seria capaz de desintegrar completamente uma área do tamanho da ilha da Sicília e causar efeitos colaterais na geografia, clima e meio ambiente de mais de 30% do planeta.
Via Apolo11
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Saturno é apenas um ponto no centro do anel gigante (Foto: Nasa/Divulgação)
Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de quilômetros de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.
“Trata-se de um anel superdimensionado”, definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica Nature.
“Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio”, comparou a cientista.
Quase invisível
Verbiscer e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma “leitura” de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno.
Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas.
“As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria”, disse Verbiscer.
Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas.
A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno.
Mistério
Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia – a lua Iapetus, também de Saturno.
A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang.
Segundo a equipe de Verbiscer, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno.
Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, “como uma mosca contra uma janela”.
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Dados coletados por uma missão da Nasa que está fazendo um mapeamento da superfície da Lua apontam que crateras que ficam na região do polo sul do satélite podem ser alguns dos locais mais frios de todo o Sistema Solar.

Dados apontam que variações de temperatura na Lua são extremas
Segundo as primeiras informações coletadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que foi lançada no último dia 18 de junho, as temperaturas em regiões que nunca recebem a luz do Sol no interior destas crateras podem chegar a -238º C, pouco acima do zero absoluto, -273,15 ºC.
“Estas temperaturas extremamente frias estão, até onde sabemos, entre as menores que já foram registradas em qualquer outro lugar do Sistema Solar”, diz David Paige, responsável pelo Diviner Lunar Radiometer Experiment, um dos sete instrumentos a bordo da missão e que está fazendo um mapeamento térmico da Lua.
Gelo
Segundo os pesquisadores, o fato de existirem estes locais com temperaturas extremamente baixas na Lua aumenta a probabilidade de que haja água e outros componentes congelados no interior dessas crateras.
A eventual presença de gelo nelas pode ser de extrema importância para futuras missões tripuladas ou não à Lua, principalmente se elas durarem longos períodos.
Isso porque a descoberta permitiria reduzir a quantidade de material que precisaria ser transportado da Terra em futuras missões.
O mapeamento térmico detalhado da Lua feito pelo Diviner Lunar Radiometer Experiment, além de localizar áreas extremamente frias, pode dar pistas sobre a composição de rochas e do solo, além de apontar regiões que podem ser perigosas para o pouso de veículos.
Os dados coletados apontam ainda que as variações de temperaturas na superfície da Lua estão entre as mais extremas do Sistema Solar.
Segundo as informações, ao meio-dia, na região no equador lunar, as temperaturas na superfície ultrapassam os 106 °C. Durante a noite, no entanto, a temperatura cai a -183 °C.
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Registro do astrofotógrafo Stéphane Guisard tem 24.403 por 13.973 pixels.
Projeto GigaGalaxy Zoom, gratuito, permite ‘viajar pelo espaço’ na web.
A Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira (21) a segunda imagem (de um total de três) obtida pelo projeto GigaGalaxy Zoom .
A nova foto, com 340 milhões de pixels (a original), traz uma visão deslumbrante da área central da Via-Láctea. Ela foi tirada por Stéphane Guisard – engenheiro da ESO e ‘astrofotógrafo’ de renome internacional – de Cerro Paranal, base do Very Large Telescope.
A imagem original tem 24.403 por 13.973 pixels.
Via G1
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Evento britânico recebeu 540 inscrições de pessoas em 25 países.
Fotos foram feitas com câmeras, telescópios e telefones celulares.
Um concurso realizado pelo Observatório Real Britânico, em Greenwich, em Londres, premiou as melhores fotografias amadoras de astronomia de 2009. O britânico Martin Pugh foi o grande vencedor do ano, conseguindo registrar a chamada Nebulosa do Cavalo. Para conseguir a imagem, Pugh passou dois meses analisando e registrando fotos do céu, a partir de seu jardim, com um telescópio e uma câmera digital.
O concurso recebeu 540 inscrições de pessoas em 25 países, e as fotos foram realizadas com câmeras, telescópios e até telefones celulares.
“A variedade e a qualidade das imagens que recebemos foram de tirar o fôlego”, disse Marek Kukula, astrônomo do Observatório Real. “Isso mostra que mesmo 400 anos anos depois das primeiras observações de Galileu com um telescópio, a astronomia ainda é uma ciência viva, que qualquer pessoa pode curtir.”
As melhores fotos do concurso estão expostas no Observatório até 10 de janeiro de 2010.
Via G1
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